CUIABÁ
Durante lançamento de novo Espaço de Acolhimento, promotor elogia Prefeitura de Cuiabá e ações formatadas pela primeira-dama Márcia Pinheiro para o fim da violência de gênero
“Estou aqui para elogiar e homenagear essa belíssima iniciativa da Prefeitura de Cuiabá, da Secretaria Municipal das Mulheres. Uma Prefeitura e uma Secretaria dedicadas à criação de políticas públicas e à promoção das mulheres. Visitei o Espaço de Acolhimento para Mulheres e fiquei maravilhado. É um local onde as mulheres em situação de vulnerabilidade são ouvidas e cuidadas com muito carinho. Esse trabalho é fundamental para apoiar essas mulheres em momentos de desespero. Outro ponto importante é o fato de a capital ter criado uma lei estabelecendo um benefício para os filhos das vítimas de violência. Aqui, é oferecido um valor acima do que é estabelecido pela lei nacional”.
O depoimento é do promotor de Justiça, Tiago de Sousa Afonso da Silva, que atua no Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica da Capital, e foi realizado na tarde desta terça-feira (30), na solenidade de abertura do segundo espaço de acolhimento implantado pela Prefeitura de Cuiabá.
O segundo espaço funcionará na UPA Verdão e terá capacidade de atendimento para 18 mulheres durante as 24 horas do dia, sendo cinco mulheres para os primeiros atendimentos e 13 mulheres para os serviços psicológicos. A equipe será composta por 13 profissionais, incluindo quatro psicólogas, cinco assistentes sociais e quatro servidores administrativos. O atendimento será disponibilizado 24 horas por dia.
“Há quatro anos, e somando mais de 20 mil atendimentos, a Prefeitura de Cuiabá já vem atuando na rede estruturante para retirar as mulheres da violência. Pela necessidade com que nos deparamos diariamente. A gestão se antecipou à legislação recém-sancionada, que garante o espaço de acolhimento para mulher no Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o país. Mais do que estruturar a rede, o ponto focal é conseguir quebrar esse ciclo excruciante de dor”, explica a primeira-dama Márcia Pinheiro.
Durante o evento, Rosana Leite, responsável pelo Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública, sugeriu a criação da Secretaria da Mulher em Mato Grosso.
“Eu acompanhei desde o início tudo o que aconteceu nessa secretaria. Vi as políticas que foram implementadas. Acompanhei tudo de perto e percebi o quão importante é termos um lugar dedicado a elaborar essas políticas. Precisamos que esse exemplo, essa Secretaria esteja presente no governo, assim como precisamos de mais secretarias como essa nos municípios. As políticas só realmente acontecem quando elas são colocadas em prática, quando as vemos sendo implementadas. Infelizmente, como já foi mencionado, os números não são favoráveis para as mulheres. É um grande risco para nós, mulheres, estar nas ruas, olhando para essas estatísticas tristes que nos mostram como é perigoso ser mulher neste país. Precisamos sair dessas estatísticas, e a única maneira de fazer isso é com políticas importantes como essa que estamos vendo sendo implementada pela Prefeitura de Cuiabá pensando nas mulheres e reconhecendo que o poder público tem responsabilidade sobre as vidas das mulheres”.
Na capital mato-grossense, compreendendo o impacto da violência em decorrência do feminicídio, a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, idealizou e formatou também o projeto de amparo aos filhos de vítimas de feminicídio, que desde 2022 foi implantado em Cuiabá, possibilitando que cada criança/adolescente receba um salário mínimo todos os meses. A iniciativa, por sua amplitude e premência, foi replicada e virou legislação nacional (Lei 14.717/2023).
Durante o evento, a dedicação da primeira-dama também foi relembrada em razão da criação do projeto cuiabano de implantação do auxílio-aluguel às vítimas de violência doméstica com aluguel social, mais um pilar na construção de políticas estruturantes para romper o ciclo de sofrimento.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá
O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.
Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.
De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”
Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”
Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”
Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”
Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.
Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.
O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.
A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.
Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.
A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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