CUIABÁ
Com sazonalidade do vírus sincicial respiratório, pais de bebês devem ficar atentos quanto ao risco de bronquiolite, alerta pediatra e infectologista do Município
Em Mato Grosso, entre os meses de fevereiro a julho ocorre a sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR), principal agente causador da bronquiolite, doença respiratória que gera inflamação dos bronquíolos, pequenas ramificações dos brônquios que levam o ar até os alvéolos pulmonares. A incidência ocorre principalmente em crianças no primeiro ano de vida, devido ao fato de ainda não estarem com o pulmão totalmente maduro e terem o sistema imunológico ainda em formação.
De acordo com o pediatra e infectologista Sandoval Carneiro Filho, que compõe o quadro do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (atual Hospital Referência à Covid-19), inicialmente o vírus sincicial causa um resfriado comum e, na maioria dos casos, evolui para cura. Mas, em alguns casos, pode evoluir em cerca de 3 a 4 dias para um quadro de desconforto respiratório, com a criança podendo apresentar chiado no peito, tosse, espirros, febre, coriza, obstrução nasal, cansaço. O maior risco de gravidade está entre as crianças prematuras, cardiopatas ou com displasia bronco pulmonar.
Nos casos graves, pode haver necessidade de hospitalização para que a criança seja hidratada e receba suporte ventilatório.
Conforme o pediatra Sandoval Carneiro, o diagnóstico da bronquiolite é feito com avaliação clínica, podendo ser solicitados exames complementares. Ele explica que, como a maioria das doenças virais, não existe tratamento específico para o vírus sincicial respiratório, mas algumas atitudes podem ser tomadas para evitar a doença. “A prevenção é a mesma das demais doenças respiratórias, como evitar contato com outras crianças que estejam gripadas, evitar levar crianças pequenas em lugares fechados e com muita aglomeração. No caso das crianças de alto risco, tem como prevenção o Palivizumabe, um medicamento de alto custo que funciona como uma vacina e que é indicado em casos específicos e bem definidos em portaria do Ministério da Saúde”, afirma.
O médico destaca ainda que o aleitamento materno é uma prática que pode prevenir não só a bronquiolite, como diversas outras doenças, devido ao fato de contribuir para o sistema imunológico do bebê. O Ministério da Saúde recomenda que as crianças sejam alimentadas exclusivamente com o leite materno até os seis meses de vida, de forma complementada com outros alimentos saudáveis até 1 ano e de forma prolongada por pelo menos 2 anos. “A amamentação, sem dúvida, é uma forma de prevenção porque crianças amamentadas têm a imunidade reforçada”, diz o médico.
No entanto, o pediatra pondera que quando a criança se encontra num quadro grave de bronquiolite, a amamentação pode ser suspensa devido ao fato de a frequência respiratória estar prejudicada, podendo causar broncoaspiração do leite materno.
Além disso, o pediatra a infectologista alerta aos pais que, ao perceberem que o filho pequeno está com dificuldade respiratória, cansaço e chiado no peito devem procurar ajuda médica o mais rápido possível.
CUIABÁ
Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá
O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.
Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.
De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”
Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”
Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”
Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”
Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.
Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.
O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.
A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.
Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.
A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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