CUIABÁ

Câmara homenageia Roberto França pelos trabalhos realizados

A Câmara Municipal de Cuiabá homenageou Roberto França pelos trabalhos realizados. Ele compareceu presencialmente no Parlamento nesta quinta-feira (13) para receber a Moção de Aplausos, proposta pelo vereador Dilemário Alencar (Podemos) e aprovada por unanimidade pelos demais vereadores, pelos relevantes serviços prestados por ele e a ex-primeira-dama do município, Iracy França, para as pessoas da terceira idade.
“Dos quatro Centros de Convivência de Idosos, três foram construídos pela gestão de Roberto França. O primeiro deles foi o Padre Firmo, no bairro Dom Aquino e foram feitos mais dois, um no CPA 3, o Maria Inês França, e outro no bairro Novo Horizonte. Os trabalhos realizados eram de excelência. Os idosos tinham acesso a lazer, piscina com hidroginástica, passeios, acesso a médicos e odontólogos, e sobretudo, tinham muito respeito”, disse Dilemário na tribuna.
Atualmente como apresentador do programa Resumo do Dia, o ex-prefeito por dois mandatos segue na defesa dos idosos defendendo melhorias e cobrando respeito para as pessoas da melhor idade, ao poder público.
O ex-prefeito Roberto França agradeceu a Dilemário e aos demais vereadores pela honraria. Lembrou que a ex-primeira-dama Iracy França era ativa, não de gabinete, e eles investiram nos seres humanos, sobretudo, nas pessoas mais humildes.
No caso dos idosos, ele lembrou que o Centro de Convivência do Padre Firmo tinha piscina térmica porque os idosos geralmente têm problemas vasculares, mantinha três refeições diárias e um baile para confraternizar, além dos cursos e o atendimento à saúde. Os médicos eram exclusivos do Centro de Convivência levando os profissionais até eles, do que fazê-los irem aos postos de saúde.&nbsp
“O que procurei fazer pela terceira idade, foi em reconhecimento do que eles fizeram por Cuiabá”, pontuou França.
Ele ainda discorreu dos demais projetos sociais realizados por Iracy França como o Siminina, centro de acolhimento para mulheres vítimas de violência, casa de amparo para as meninas vítimas de violência, projeto Buscar para as pessoas com deficiência.
O presidente da Câmara dos Vereadores, Chico 200 (PL), destacou que foi uma satisfação receber um dos melhores prefeitos que Cuiabá já teve, sendo agora, homenageado. “É o prefeito das 1.200 obras. Ele falou um pouco sobre a história dele, as ações direcionadas para as pessoas da melhor idade e recebemos uma aula de como se portar politicamente diante de um tema tão relevante e as melhorias dos serviços públicos para as pessoas idosas”, disse ele.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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