CUIABÁ

Audiência debate valorização dos servidores da saúde

Ana Cláudia Fortes | Assessoria da vereadora Maysa Leão 
A Câmara Municipal de Cuiabá sediou nesta segunda-feira (20) uma audiência pública proposta e presidida pela vereadora Maysa Leão (Republicanos) para discutir o Prêmio Saúde, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e o valor da insalubridade dos servidores da rede municipal de saúde. O encontro reuniu representantes do Executivo, sindicatos, conselhos profissionais e vereadores, com o objetivo de abrir diálogo sobre a valorização e reestruturação das carreiras da saúde pública da Capital.
Maysa Leão destacou a importância da audiência. “Realizamos essa audiência pública para trabalharmos uma readequação da saúde de Cuiabá. Passamos por uma intervenção inédita no Brasil e hoje vivemos uma herança de planos de carreira desatualizados e insalubridade paga de forma inadequada. Precisamos de uma revisão profunda para tornar as carreiras da saúde seguras e atrativas”.
A vereadora apontou defasagens de até 11 anos em diferentes categorias, como médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, odontólogos e técnicos de enfermagem. “Muitos profissionais não querem mais trabalhar em Cuiabá pela falta de valorização, infraestrutura e insumos. Precisamos atualizar a legislação e garantir segurança jurídica ao Executivo e aos servidores”.
Entre os encaminhamentos discutidos durante a audiência, estão a criação de um comitê intersetorial com representantes das carreiras, do Legislativo e do Executivo, para acompanhar e propor soluções conjuntas relacionadas ao PCCS e à política de valorização dos servidores. Também foi deliberada a realização de uma visita técnica ao antigo Pronto-Socorro de Cuiabá, com uma comitiva da Câmara Municipal, a fim de verificar de perto as condições de trabalho e reunir subsídios para futuras ações legislativas e administrativas.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), Adeildo Lucena, reforçou a necessidade de atualização do PCCS. “Temos um TAC de nove anos e até hoje não houve reajuste para médicos e dentistas. Nossa carreira está estagnada. Outras categorias já tiveram exigências revistas, menos a médica. É preciso vontade política para resolver”.
A presidente do Conselho Regional de Odontologia (CRO-MT), Wânia Dantas, destacou. “A pauta da valorização deve ser tratada de forma conjunta e responsável. O importante é chegar a um meio termo que não cause prejuízo aos servidores”.
A procuradora do Município, Lilian Alves, garantiu o compromisso do Executivo. “Estamos acompanhando desde o início para dar suporte jurídico a um possível novo projeto de lei que reformule o Prêmio Saúde e outras demandas. O prefeito está comprometido em manter diálogo com os sindicatos”.
O conselheiro do Coren-MT, João Pedro Neto, acrescentou: “A enfermagem representa mais de 80% da força de trabalho do SUS, então é a mais impactada. Esperamos que essa discussão resulte em garantias reais, principalmente no reconhecimento da insalubridade e na valorização da categoria”.
A vice-prefeita Vânia Garcia Rosa reforçou a necessidade de equilíbrio. “Não podemos ser apenas legalistas. É preciso resiliência e sabedoria nessas tratativas. O importante é que todos os setores estejam dialogando abertamente sobre o que precisa ser ajustado.”
Renauld Tedesco, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc), avaliou positivamente a audiência. “Esse espaço é fundamental. As mudanças têm ocorrido de forma muito rápida, sem debate adequado. Essa audiência traz luz ao diálogo e às ideias, essenciais para avançarmos de forma racional.”
A mesa da audiência foi composta pela vereadora Maysa Leão; pela vice-prefeita Vânia Garcia Rosa; pela procuradora Lilian Alves; pela presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9), Juliana Caobianco; pelo conselheiro João Pedro Neto (Coren-MT); e pelos vereadores Paula Calil, Maria Avalone, Michelly Alencar, Demilson Nogueira, e o prefeito Abílio Brunini, que compareceu nos minutos finais.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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