CUIABÁ

A convite de vereador, enfermeiro reivindica pagamento do piso nacional em Cuiabá

Durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada nesta terça-feira, 27, o enfermeiro doutorado em Saúde Coletiva, Tony José de Souza, ocupou o espaço da Tribuna Livre a convite do vereador Dr. Luiz Fernando (Republicanos) para reivindicar o pagamento do piso salarial da classe.&nbsp
Tony lembrou que a Lei nº 14.434/2022 define que o piso salarial dos enfermeiros passe a ser de R$ 4.750, que os técnicos de enfermagem devem receber 70% desse valor (R$ 3.325) e os auxiliares de enfermagem e as parteiras, 50% (R$ 2.375). Porém essa realidade ainda é um sonho em Cuiabá.
“O piso salarial já é uma realidade, mas para ser implantado na Capital, ele perpassa uma lei municipal, então é necessário que aja uma articulação junto ao Poder Executivo para que ele crie um projeto e o encaminhe para a Câmara Municipal para que aja a votação e em seguida a implementação”.&nbsp
Tony disse que a enfermagem hoje compõe 60% do efetivo da Saúde Pública de Mato Grosso. E que por não existir um piso definido, os valores são pagos de acordo com a realidade de cada município. Em Cuiabá, os enfermeiros recebem uma média de R$ 2.800 e os técnicos R$ 1.600.
“Pagar o piso salarial da enfermagem é investir na melhoria da Saúde Pública, o resultado final do investimento é o melhoramento da qualidade de vida população, da coletividade. Um profissional satisfeito e valorizado dá o melhor de si”, defendeu Tony.&nbsp
O vereador Dr. Luiz Fernando, se comprometeu em se reunir com a interventora Danielle Carmona ainda esta semana para tratar do assunto.&nbsp
“É preciso que aja uma ação da intervenção em conjunto com o Executivo. A interventora precisa criar este projeto e pactuar isso junto com o Executivo para que ele possa remeter para o Legislativo. Como médico e membro da Comissão de Saúde nós abraçamos a causa da enfermagem, sabemos da importância do trabalho desses profissionais que realmente carregam o ‘piano’ da Saúde”, contextualizou.
Luiz Fernando ainda fez questão de ressaltar que esteve visitando a Policlínica do Planalto nesta segunda-feira (26) e constatou que o local continua em condições precárias. “Essa obra da policlínica precisa ser retomada e concluída, é uma necessidade urgente. Vou conversar sobre isso com a interventora também”, encerrou.
Da Assessoria – Márcia Martins&nbsp

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Entre datas de inclusão, ensino bilíngue abre caminhos para crianças surdas em Cuiabá

Celebrados nessa quinta (23) e sexta-feira (24), o Dia Nacional da Educação de Surdos e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), respectivamente, reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas. Em Cuiabá, a rede municipal tem avançado na consolidação da educação bilíngue, modelo que reconhece a Libras como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda (L2).

Amparada pela Lei nº 14.191/2021, a proposta considera a surdez como uma diferença linguística e cultural. Na prática, isso significa garantir que o estudante surdo tenha acesso pleno ao conteúdo escolar, respeitando suas especificidades e promovendo equidade no processo de aprendizagem.

A mestre em educação e coordenadora técnica de educação especial, Neuraides Ribeiro Silva, explica que a educação bilíngue de surdos na rede municipal segue diretrizes legais e pedagógicas específicas. Segundo ela, o modelo vem sendo estruturado de forma gradual em Cuiabá.

“A rede municipal de Cuiabá vem estruturando a educação bilíngue para alunos surdos de forma gradual e integrada ao modelo de educação inclusiva, combinando ensino regular com serviços especializados. A organização segue princípios legais nacionais e práticas pedagógicas específicas para esse público”, disse.

Já a professora da rede municipal e estadual, especialista em educação especial, Alessandra Andrade Silva, destaca que a educação bilíngue vai além da tradução de conteúdos e envolve uma estrutura pedagógica pensada para o desenvolvimento integral dos alunos.

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“A educação bilíngue de surdos constitui uma modalidade que garante o direito à formação integral, respeitando a singularidade linguística. A Libras é a primeira língua e base da aprendizagem, enquanto o português escrito é trabalhado como segunda língua”, informou.

Na rede municipal de Cuiabá, o atendimento ocorre de forma integrada. Estudantes da educação infantil até o 2º ano contam com professores bilíngues. Já do 3º ao 5º ano, o acompanhamento é feito por intérpretes de Libras, além de instrutores no contraturno. O currículo é o mesmo para todos, com adaptações linguísticas que asseguram o entendimento dos conteúdos.

Nesse contexto, o trabalho colaborativo entre professores regentes, profissionais bilíngues, intérpretes e famílias é essencial para o sucesso da proposta. A professora bilíngue e intérprete de Libras, Emanuelle Freire Galvão Ponce, explica que o papel do intérprete vai além da tradução, sendo fundamental na mediação do aprendizado em sala de aula.

“O principal papel do intérprete de Libras é a mediação comunicativa. Ele atua na relação entre professor, aluno surdo e colegas, garantindo que o conteúdo seja compreendido. Esse acompanhamento acontece em todas as disciplinas, durante todo o período em sala”, explicou.

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Ela também ressalta que, com a presença do professor bilíngue, é possível ampliar as estratégias pedagógicas e adaptar materiais de forma mais eficaz, favorecendo o aprendizado dos estudantes surdos.

Outro ponto importante é o início precoce desse acompanhamento. Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança surda tem acesso à Libras, melhores são seus resultados no processo de alfabetização e desenvolvimento escolar.

“Quando a criança surda tem acesso à língua de sinais desde cedo e é alfabetizada nesse contexto, o desenvolvimento é muito mais positivo. Ela consegue acompanhar a turma e avançar com mais autonomia”, afirma Emanuelle.

O município de Cuiabá, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), enfrenta o desafio de garantir uma escola inclusiva para professores, estudantes e toda a comunidade escolar.

Diante desse cenário, as datas de 23 e 24 de abril reforçam não apenas a importância da Libras, mas o compromisso com uma educação que valorize a diversidade e promova inclusão de forma efetiva, garantindo que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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