AGRONEGÓCIO

Sistema Faepa/Senar-PB reúne técnicos de campo e supervisores da ATeG

Os técnicos de campo e supervisores da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Paraíba se reuniram nesta quinta-feira, em Campina Grande. O encontro teve como objetivo alinhar as atividades e compromissos em andamento relacionados ao Programa Agronordeste, iniciativa do Mapa em parcerias com instituições como o Senar, além de discutir a metodologia ATeG.

Mário Borba, presidente do Sistema Faepa/Senar-PB

Durante a abertura do evento, o presidente Mário Borba falou sobre o comprometimento dos profissionais e os resultados esperados com o trabalho. “Já temos casos em que os produtores terminaram o ciclo da ATeG e resolveram contratar o técnico posteriormente. Ou seja, a assistência realizada com qualidade é garantia de trabalho também para vocês. Precisamos elevar a renda dos agropecuaristas e contamos com todos”, defendeu. 

Ao longo do dia, eles participaram de um treinamento com o professor Luiz Tiradentes. Especialista em comportamento humano, o administrador e instrutor nacional do Senar apresentou os modelos de sistema vencedor e não vencedor, provocando os participantes a uma experiência de autoconhecimento.

“Um exemplo do sistema não vencedor é o da pessoa que cobra muito a perfeição no seu trabalho. Ela pode se prejudicar com a sensação de ansiedade e dificuldade na tomada de decisão. Esses aspectos comportamentais são muito importantes e podem ser decisivos para a qualidade do trabalho”, resumiu.

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A experiência foi valorizada pelos profissionais, a exemplo do técnico Gilson Miranda, que atua no projeto de assistência na mandiocultura, na região de Mari. “Gostaria de parabenizar toda a equipe, foi um dia muito produtivo principalmente para nosso autoconhecimento profissional”, destacou.

Em vias de dar início às turmas do programa Agronordeste II, a gerente do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural, Andrea Souza, também avaliou positivamente a iniciativa.

“O nosso encontro contribuiu para fortalecer as atividades realizadas em campo junto aos produtores em atendimentos e que iniciarão a assistência. Assim, acreditamos que a experiência de hoje contribuiu para aprimorar a qualidade desse trabalho através da motivação da equipe diante dos desafios vivenciados em campo”, concluiu Andrea.

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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