AGRONEGÓCIO

Sistema FAEMG na 14ª Semana de Integração Tecnológica (SIT)

“Nossa participação na Semana de Integração Tecnológica (SIT) será diversificada e intensa”. A afirmação é da gerente de Formação Profissional Rural e Promoção Social do Sistema FAEMG, Liziana Rodrigues. O evento será realizado de 9 a 13 de maio e o Sistema FAEMG preparou uma programação com palestras, cursos e oficinas, envolvendo todos os setores, incluindo uma caravana de produtores atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para o Dia de Campo.

O tema da 14ª SIT é “Desenvolvimento regional, inclusão socioprodutiva e empreendedorismo”. As atividades do Sistema FAEMG foram pensadas para esse fim, despertando no pequeno produtor a consciência de que o agronegócio é um empreendimento rentável; no médio produtor, as possibilidades de ascensão produtiva e financeira; e, no grande produtor, as oportunidades e tecnologias para a continuidade do negócio.

O evento será híbrido, com maior alcance, permitindo a participação de produtores de todo o estado. Em capacitações on-line, o público pode tirar dúvidas com profissionais gabaritados sem sair de casa, gerando interação sem fronteiras. “Nossa missão é atuar firme para levar aos produtores mineiros conhecimento, suporte e inovação para o crescimento. A expectativa é que o evento, seguindo os passos dos anos anteriores, seja um sucesso”, disse Liziana.

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A SIT é uma realização da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), do Sistema FAEMG, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Confira cursos e minicursos do Sistema FAEMG:

Virtuais:

9/5
10h às 12h – Comportamento do empreendedor 
14h às 13h – Casos de sucesso do leite no semiárido

10/5
10h às 11h – O desafio do lucro na pecuária de corte
11h às 12h – Como ganhar dinheiro na apicultura

11/5
10h às 11h – O caminho do sucesso na olericultura
10h às 12h – Empreendendo o turismo no espaço rural
10h às 11h – Produtos e serviços Sistema FAEMG
14h às 16h – Liderança e inovação

12/5
9h às 10h – Questões Climáticas: oportunidades e desafios para o produtor
11h às 12h – Energia elétrica e recadastramento rural

13/5
10h às 11h – Contratei crédito rural e tive problemas na atividade, e agora?
10h às 11h – Rastreabilidade Vegetal: Como levar ao consumidor informações sobre a origem do seu produto?

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Presenciais:

9 a 13/5
8h às 18h – Trabalhador da Mecanização Agrícola / Controladores de Precisão

11/5
13h às 17h – Seminário: Norma regulamentadora (NR-31)

13/5
8h às 12h – Oficina: Queijo Minas Frescal

Clique aqui para ver a programação completa da Semana de Integração Tecnológica.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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