AGRONEGÓCIO

Sindicato Rural de Diamantino prevê novos projetos com o Senar-MT

O Sindicato Rural de Diamantino em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) prevê realizar cerca de 90 ações educacionais até o fim de 2022 e iniciar novos projetos. Nesta quinta-feira (19.05) comemorou 56 anos de criação, sendo os últimos 29 anos atuando com o Senar-MT.

Para este ano, está previsto atendimento a dez frentes de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Segundo o presidente, Altemar Krolling, a pretensão é atender as cadeias produtivas de bovinocultura de corte, de leite, piscicultura e apicultura tanto em Diamantino, quanto em Alto Paraguai que é extensão de base do Sindicato.

O município de Diamantino também conta com a estrutura de um Núcleo Avançado de Capacitação (NAC) que deve passar por reforma neste ano. O NAC de Diamantino foi o 22º a ser inaugurado. O espaço inclui duas salas de aula, cozinha industrial, salas administrativas e todo equipamento necessário para a realização de treinamentos técnicos profissionalizantes.

Os cursos mais demandados ao Sindicato são as Normas Regulamentadoras (NRs) que são obrigatórias para determinados trabalhos no campo. Mais de 30% dos cursos previstos entre maio e agosto são relacionados às NRs. Os interessados devem entrar em contato diretamente com o Sindicato, localizado na Praça do Centro, para verificar as vagas e turmas disponíveis.

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Economia – Diamantino está localizado a 180 km da capital e a base da economia é o cultivo de grãos. Com o avanço da Integração Lavoura-Pecuária hoje o município conta com uma expansão da cadeia produtiva de bovinocultura e consequentemente da qualificação da mão de obra.

Selo
Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Cavalo é vendido por R$ 88 milhões em leilão de Nazário

O cavalo Inferno Sixty Six entrou para a lista dos animais mais valorizados da equinocultura brasileira após atingir avaliação de R$ 88 milhões durante um leilão realizado em Nazário, município localizado a cerca de 70 quilômetros de Goiânia. A negociação ocorreu durante a 5ª edição do JBJ Ranch & Família Quartista Weekend e reforçou o avanço de um mercado que vem movimentando cifras cada vez maiores dentro do agronegócio nacional.

A valorização ocorreu após a venda de 50% das cotas do garanhão por R$ 44 milhões. O acordo, fechado entre criatórios e investidores ligados ao segmento de genética equina, prevê pagamento parcelado em 55 vezes de R$ 800 mil. Com isso, o animal passou a figurar entre os mais caros já negociados no país.

O valor elevado reflete um movimento que vem transformando o mercado de cavalos esportivos no Brasil. Mais do que patrimônio rural ou símbolo de status, animais de genética superior passaram a ser tratados como ativos de alto valor econômico, capazes de gerar receitas contínuas por meio da comercialização de sêmen, embriões, coberturas e descendentes destinados às competições.

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Inferno Sixty Six é considerado um dos principais reprodutores da modalidade Rédeas, uma das categorias mais valorizadas do cavalo Quarto de Milha. Nascido em 2012, o garanhão reúne linhagens tradicionais da raça e já acumula mais de US$ 200 mil em premiações nas pistas norte-americanas. Seus filhos ultrapassam US$ 5 milhões em ganhos em provas internacionais, indicador que pesa diretamente na formação de valor desses animais.

O crescimento desse segmento acompanha a expansão da indústria do cavalo no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha mostram que a raça lidera o número de registros no país e sustenta boa parte das negociações envolvendo genética esportiva. O Brasil possui um dos maiores plantéis de Quarto de Milha do mundo, impulsionado principalmente pelas provas de Rédeas, Três Tambores e Laço.

A cadeia econômica ligada ao cavalo também ganhou relevância dentro do agro. Levantamentos do setor apontam que a equinocultura brasileira movimenta dezenas de bilhões de reais por ano, considerando criação, eventos, genética, nutrição animal, medicamentos, transporte, leilões e atividades esportivas. Além do impacto econômico direto, o segmento gera milhares de empregos e atrai investimentos cada vez maiores de produtores rurais e empresários.

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O próprio leilão em Goiás dá dimensão desse avanço. Segundo os organizadores, o evento movimentou aproximadamente R$ 257 milhões em apenas três dias, resultado que mais que dobrou o volume financeiro da edição anterior. Foram negociados animais, coberturas, embriões e cotas de reprodutores considerados estratégicos para o mercado internacional da raça.

A valorização dos cavalos de elite também acompanha a crescente profissionalização do setor. Hoje, avaliações genéticas, desempenho esportivo, fertilidade e histórico de produção passaram a ter peso semelhante ao de indicadores financeiros usados em outros segmentos do agronegócio.

Em meio à busca por genética de alta performance, o mercado brasileiro de cavalos esportivos se consolida como um dos mais dinâmicos do agro nacional e negócios como o de Inferno Sixty Six mostram que o setor já opera em um patamar bilionário.

Fonte: Pensar Agro

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