AGRONEGÓCIO
Senar debate proposta que cria o Estatuto do Aprendiz
Brasília (16/03/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) debateu, na terça (15), a criação do Estatuto do Aprendiz, em audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que trata do assunto.
Com o tema “Aprendizagem, ensino técnico e o novo ensino médio”, o encontro abordou o texto do Projeto de Lei nº 6461/2019, de autoria do deputado André de Paula (PSD/PE), que institui o Estatuto do Aprendiz.
O assessor técnico da Diretoria de Educação Profissional e Promoção Social do Senar, Marcelo Rebello Mendonça, apresentou o trabalho da entidade na área de Aprendizagem Profissional Rural. O Senar capacita jovens de 14 a 24 anos por meio do Programa de Aprendizagem e desde 2004 já capacitou mais de 29 mil aprendizes.
“A aprendizagem do Senar funciona a partir da demanda, onde montamos um curso personalizado para a área fim da empresa. Também alinhamos a qualificação profissional a conteúdos transversais voltados ao desenvolvimento socioemocional desse jovem para que ele aprenda a lidar não só com a família, mas também com o mundo do trabalho”.
Mendonça destacou os desafios da entidade para planejar e executar as ações de aprendizagem, levando em consideração as grandes distâncias nas áreas rurais que dificultam a formação de turmas e a atuação por meio de parcerias.

Ele ressaltou o texto proposto no artigo 35 do projeto de lei, que sugere que a entidade registrada no cadastro nacional pode desenvolver programa de aprendizagem em município diverso de sua sede, desde que cadastre filiais ou unidades, e sugeriu ajustes devido à condição do Senar, que não possui escolas próprias.
“Já realizamos conversas com o Ministério do Trabalho para ajustar essa questão já que o Senar não tem escola física e trabalha por meio de parceria. Seria complicado cadastrar uma filial ou unidade. Por isso propomos que essa questão seja revista ou reformulada para flexibilizar essa exigência”, afirmou.
A audiência pública também ouviu representantes do Instituto Sonho Grande, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação e do Fórum Nacional das Mantenedoras de Instituições de Educação Profissional e Tecnológica (Brasiltec).
A proposta aguarda agora parecer do relator, deputado Marco Bertaiolli (PSD/SP).
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AGRONEGÓCIO
Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro
A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.
O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.
O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.
Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.
Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.
No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.
O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.
O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.
Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.
Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.
Fonte: Pensar Agro
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