AGRONEGÓCIO

Senai lança terça-feira o programa de inovação à agroindústria em Cuiabá

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lança em Cuiabá, na próxima terça-feira (23.05), o programa de inovação aberta para a agroindústria.

O programa é uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), por meio do  e do Instituto Senai de Tecnologia de Mato Grosso (IST MT) e Senai Hub, em parceria com o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) por meio do Agrihub.

A iniciativa do programa de inovação aberta faz parte da estratégia de reposicionamento do Instituto Senai de Tecnologia de Mato Grosso e seu o Hub para a agroindústria, e prevê a conexão de startups com soluções para os desafios das indústrias e empresas do setor do agronegócio. A instituição quer expandir os serviços ofertados atualmente para contribuir com o avanço tecnológico do setor agroindustrial em Mato Grosso (MT).

“Temos uma estrutura interna com competência suficiente para auxiliar essas empresas em qualquer necessidade que elas tenham. Seja por meio da nossa unidade ou pela força da rede que o Senai possui com Institutos, de conhecimento para atuar em todos os setores, em qualquer segmento, com qualquer linha de atuação. Então, a inovação aberta conecta de forma mais fácil essas soluções para as empresas”, reforça a gerente do Instituto Senai de Tecnologia de MT, Tuka Martins.

A chamada aberta é válida para todo o país com o objetivo de promover a aceleração de negócios por meio de acesso a inovação no setor do agronegócio. A iniciativa é considerada a mais completa de Mato Grosso por estar fundamentada em três pilares como a capacitação e mapeamento de desafios, missão técnica pela rede dos Institutos em todo o país, além do acompanhamento do processo até a implementação da solução.

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“A gente já sabe o quanto essas agroindústrias estão se desenvolvendo, o quanto são importantes para a economia mundial. Então a gente como protagonista nesse desenvolvimento pode realmente apoiar para que alavanque e tenha eficiência nos seus processos, no desenvolvimento de produtos e tudo com o apoio da inovação”, comenta a gerente de Tecnologia e Inovação do Senai MT, Naiara Galliani.

Para Isan Oliveira de Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT), esta é uma grande oportunidade para a agroindústria. “Este programa do Senai facilita a interação e o compartilhamento de conhecimentos entre esses diferentes setores, estimulando a criação de soluções inovadoras para desafios específicos enfrentados pela agroindústria, como aumento da produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade dos produtos e adoção de práticas sustentáveis”.

Entre os benefícios para a participação das empresas na chamada de inovação aberta estão a exposição e posicionamento da marca, desenvolvimento do ecossistema de inovação, da cultura interna empreendedora e aberta a inovação, incremento do portfólio, co-criação de produtos e serviços.

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“O Senai Hub vem se especializando cada vez mais na agroindústria e nos ajudam a desenvolver tecnologias de base para esse setor e o AgriHub como está ligado ao agro, tem esse relacionamento com as startups, com os produtores, consegue ajudar acelerar a conexão com o mundo externo com as empresas de tecnologia para que a gente siga cada vez mais rápido na inovação”, reforça o diretor executivo do Agrihub Senar-MT, Otávio Celidônio.

O programa ainda permite acesso a fornecedores e parceiros estratégicos, terceirização e/ou co-realização das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, mapeamento de startups e pesquisas em temas de interesse, contratação da startup como fornecedora, Investimento ou aquisição de startups.

“Nós temos várias ideias, um portfólio imenso de desafios que estamos esperando a oportunidade para que as empresas possam se inscrever. É uma chance para que a gente consiga alavancar várias outras pesquisas. Conhecer a estrutura do Instituto Senai de Tecnologia é fundamental para acreditar que é possível atingir outro nível de inovação”, comenta o gerente Administrativo e de Saúde e Segurança do Trabalho da empresa já confirmada no desafio, a TRC, Adriano Teixeira.

O evento será na Arena Pitch e contará, entre outros, com a presença do presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

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A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

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Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

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