AGRONEGÓCIO

São Paulo se consolidou como o maior produtor de frutas do país

Em 2023, São Paulo consolidou-se como o maior produtor de frutas do país, com uma colheita total de 14,5 milhões de toneladas, conforme dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

Dentre as frutas mais produzidas destacam-se a laranja, liderando com 10,6 milhões de toneladas; o limão, com 1,2 milhões de toneladas; a banana, com 1,12 milhões de toneladas; o abacate, com 192,16 mil toneladas; e o caqui, com 84,23 mil toneladas.

Para 2024, espera-se que a produção frutífera mantenha a estabilidade em relação ao volume, com possibilidade de melhoria na produtividade para algumas culturas específicas.

Segundo a assessoria técnica do Departamento Econômico da FAESP, o segmento frutícola é amplo e apresenta comportamentos variados, dependendo da cultura. Fatores como o clima e os custos de produção, que embora tenham diminuído, ainda estão altos, serão decisivos para o desempenho do setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar importação de diesel

O governo federal publicou nesta segunda-feira (29.06), a Medida Provisória (MP) nº 1.349, que autoriza a abertura de crédito extraordinário de R$ 550 milhões para o subsídio à importação de óleo diesel rodoviário.

Os recursos, sob gestão do Ministério de Minas e Energia e execução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), têm como finalidade assegurar o abastecimento do combustível no mercado interno e reduzir a pressão de preços sobre o setor de logística e transporte.

A medida impacta diretamente a estrutura de custos do agronegócio. Como o óleo diesel representa parcela expressiva das despesas com escoamento da safra e mecanização, a entrada desses recursos visa mitigar a volatilidade das cotações internacionais que vinha encarecendo o frete rodoviário. O aporte de R$ 550 milhões foi classificado como despesa primária, utilizando o mecanismo de crédito extraordinário previsto na Constituição para situações de urgência e imprevisibilidade.

O subsídio, contudo, gera efeitos colaterais na economia. Analistas do mercado financeiro indicam que a utilização de verbas extraordinárias para intervenção direta no preço de combustíveis pressiona o resultado das contas públicas e pode gerar distorções na formação de preços pelos importadores.

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Para o produtor rural, a medida funciona como um mecanismo de contenção temporária de preços, sem, contudo, alterar os fundamentos de precificação do combustível no mercado global, que permanece atrelado ao câmbio e ao valor do barril de petróleo.

A eficácia do repasse final ao consumidor dependerá dos critérios de distribuição estabelecidos pela ANP. O setor produtivo permanece sob alerta em relação à perenidade da oferta e ao risco de que a medida, ao ser exaurida, resulte em um reajuste de preços para compensar o fim do subsídio governamental.

Fonte: Pensar Agro

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