AGRONEGÓCIO
São Paulo recebe o 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio
São Paulo vai sediar, nos próximos dias 23 e 24, a 10ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA). O evento promete reunir produtoras, empresárias, pesquisadoras e lideranças femininas do agro de todo o Brasil, além de centenas de profissionais do setor, para discutir ideias que seguem contribuindo para transformar o campo e valorizar ainda mais a participação da mulher no agronegócio brasileiro.
Entre os destaques da programação, estão os debates sobre inovação na produção agropecuária, rastreabilidade de produtos, gestão sustentável e impacto das mudanças climáticas, além de painéis sobre o protagonismo feminino nas cadeias da soja, proteína animal, óleo de palma e práticas de bem-estar na pecuária. O encontro ainda abre espaço para a troca de experiências em mecanização agrícola, adoção de novas tecnologias de pesagem e valorização dos projetos de formação, como a tradicional “Universidade do Agro”, voltada para qualificação profissional.
O CNMA, reconhecido como foro de liderança e negócios femininos do campo, chega à décima edição assumindo o compromisso de impulsionar o protagonismo e ampliar o debate sobre diversidade, sustentabilidade e competitividade, temas fundamentais diante do cenário internacional cada vez mais exigente, sobretudo às vésperas da COP30.
Serviço
- Data: 23 e 24 de outubro de 2025
- Local: Transamerica Expo Center, São Paulo (SP)
- Programação completa: [email protected]
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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