AGRONEGÓCIO

Projeto Agro.BR é finalista do prêmio WTPO Awards 2022

Brasília (09/05/2022) – O projeto Agro.BR está entre os finalistas do prêmio “WTPO Awards 2022” como um exemplo de parceria brasileira para promoção de exportações agrícolas. A premiação é promovida pela Organização Mundial de Promoção do Comércio (WTPO).

O Agro.BR é uma iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O objetivo é viabilizar negócios internacionais para aumentar a presença de pequenos e médios produtores no comércio exterior e diversificar a pauta brasileira de exportações do agro.

O vencedor do prêmio será anunciado durante a 13ª Conferência da WTPO no dia 17 de maio, em Acra, capital de Gana. O Agro.BR concorre na categoria “Melhor uso de uma parceria”, juntamente com outras quatro iniciativas. Também haverá premiações nas categorias “Melhor uso de tecnologia” e “Melhor iniciativa para garantir um negócio inclusivo e sustentável”.

No evento, serão apresentadas as tendências globais com foco nas oportunidades de comércio e investimento, sobretudo relacionadas à Zona de Livre Comércio Continental Africana.

“Estar na etapa final dessa premiação é coroar o trabalho da CNA, em parceria com a Apex-Brasil, preparando, planejando e levando centenas de pequenos e médios empreendedores brasileiros para um mundo de oportunidades nesses mais de dois anos de Agro.BR”, afirmou o coordenador de Promoção Comercial da CNA, Rodrigo da Matta.

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“O projeto iniciou no final de 2019 e teve de ser remodelado devido às restrições sociais da pandemia. Comemoramos cada resultado após o desafio de redesenhar as ações e a indicação ao prêmio WTPO é um reconhecimento do esforço conjunto da Agência e da CNA frente a esse desafio, além dos produtores rurais que se engajaram e dedicaram as novas ações propostas”, disse a analista de Agronegócios da Apex-Brasil, Luciana Pecegueiro.

A cada dois anos, o Centro Internacional de Negócios (ITC, em inglês), em parceria com a Rede Mundial de Promoção Comercial, premia organizações inspiradoras que criam impactos para o bem do comércio internacional.

O Prêmio WTPO Awards 2022 visa identificar e reconhecer os processos que contribuíram com sucesso para o reforço da competitividade das empresas exportadoras ou que fizeram uma mudança significativa e positiva para atingir este objetivo.

O Agro.BR

O projeto Agro.BR foi lançado em março de 2020 e até o momento conta com 1.012 participantes inscritos, sendo 318 do setor de café, 205 de frutas e derivados e 134 de mel e derivados. Ao todo, são 19 tipos de cadeias produtivas.

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Por ter iniciado durante a pandemia, a iniciativa precisou passar por uma reestruturação e se adaptar às novas exigências do mercado externo, como o surgimento de novos serviços digitais. Rodadas de negócios, seminários e capacitações, por exemplo, foram realizados em formato virtual.

No total, o Agro.BR promoveu 9 rodadas de negócios com foco em diversas cadeias produtivas e mercados, como Reino Unido, Estados Unidos e Europa. Durante as rodadas virtuais, foram realizadas 1300 reuniões entre empreendedores rurais e compradores internacionais, com um total de 240 participantes. A expectativa de negócios é de US$ 71 milhões.

No ano passado, 96 empresários inscritos realizaram exportações para 85 mercados, sendo 43 inéditos. Desses 96 empresários, 24 não exportavam antes do projeto. O total de produtos exportados já chega a US$ 342 milhões.

Saiba mais sobre o Projeto Agro.BR.

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
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youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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