AGRONEGÓCIO
Prefeitos da região Norte de Alagoas alinham ações do Senar para os municípios
Os prefeitos de Porto de Pedras (Henrique Vilela), Jundiá (Jorge Galvão), Matriz do Camaragibe (Fernando Cavalcanti) e São Luís do Quitunde (Fernanda Cavalcanti) se reuniram na última segunda-feira (23) com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas, Álvaro Almeida, para alinhar a realização de ações do Senar nesses municípios da região Norte.
Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para os produtores rurais e o Programa Saúde do Homem e da Mulher Rural, além de cursos de formação profissional rural, foram algumas das demandas apresentadas pelos gestores durante o encontro.
A região tem forte produção de frutas, e por isso uma das sugestões feitas aos prefeitos foi a formação de grupos de fruticultores para recebimento de orientação dos técnicos do Senar via ATeG.
Os gestores também conversaram com a coordenadora do departamento técnico da instituição, Graziela Freitas; Luana Torres, coordenadora da Assistência Técnica e Gerencial; e Carla Christine Lima, analista de arrecadação da Faeal, que tirou dúvidas sobre legislação previdenciária.

Agreste
No último dia 11, os prefeitos de Maribondo e Anadia também estiveram na Faeal para pleitear ações do Senar Alagoas para seus municípios. Leopoldina Amorim (Maribondo) e Celino Rocha (Anadia) buscaram informações sobre a Assistência Técnica e Gerencial voltada para a cadeia produtiva do leite (no caso de Maribondo) e o Programa Saúde do Homem e da Mulher Rural.
Nesta quinta e sexta-feira, o programa vai estar no município de Viçosa, na Zona da Mata alagoana, para fazer o atendimento médico de homens e mulheres.
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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