AGRONEGÓCIO

Preço dos alimentos é tema de debate promovido pela CNA

Brasília (24/05/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na terça (24), um debate sobre o tema “Preços de alimentos, desafios do futuro”, em que foram abordados pontos como o cenário de inflação e a oferta global de alimentos.

O encontro, moderado pelo coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, teve como debatedores a economista-chefe Bloomberg, Adriana Dupita; o economista da área de Macroeconomia da LCA Consultores, Fábio Romão; e o economista sênior no Policy Center for the New South, Otaviano Canuto.

Segundo Renato Conchon, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação brasileira, vem acumulando altas nos últimos 12 meses e atingiu 12%, enquanto o indicador de alimentos e bebidas aumentou ainda mais: 13,5%.

“São números bastante preocupantes em um momento que estamos justamente em uma transição de saída da pandemia, onde muitas famílias tiveram impactos negativos na sua renda”, afirmou.

Adriana Dupita falou sobre os impactos e desafios para o controle da inflação de alimentos. Ela explicou os fatores que impulsionaram o quadro atual – pandemia, guerra na Ucrânia e lockdowns na China – e destacou o risco da volta da “estagflação”, a alta nos preços das commodities mesmo com o desaquecimento da economia. Afirmou, também, que as respostas dos bancos centrais ao problema não serão homogêneas.

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Fábio Romão analisou como a política monetária vem reagindo aos impactos secundários desse choque e o cenário de juros e inflação para a população brasileira. Ele apresentou a variação anual do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), comparando as diferenças entre os principais setores.

“Além das commodities, fatores como o aumento dos combustíveis e da energia elétrica também interferem na formação dos preços dos alimentos. Infelizmente, continuaremos com um cenário de inflação pesada neste ano, mas com alguma perspectiva de desaceleração em 2023”, disse.

Para Otaviano Canuto, a combinação entre pandemia, guerra na Ucrânia e fenômenos climáticos em várias partes do mundo formou uma tempestade “apocalíptica” que cria riscos reais para um quadro de fome global. Na opinião dele, fatores como a elevação nos preços das commodities energéticas, a estocagem de alimentos e as restrições às exportações impostas por 35 países nos últimos dois anos também estão agravando os custos dos alimentos.

“O índice global de alimentos, medido pela FAO, atingiu o nível máximo de todos os tempos em março desse ano e a tendência é continuar em alta. Precisamos pensar no que pode ser feito, como políticas para mitigação, programas de transferência de renda e subsídios diretos aos preços, sementes e fertilizantes”, declarou o economista sênior no Policy Center for the New South.

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Para finalizar, o coordenador do Núcleo Econômico da CNA citou que a Confederação elaborou um documento entregue ao governo brasileiro com medidas que ampliarão a oferta de alimentos. As propostas para o PAP 2022/23 vão em linha de uma política expansionista, ao contrário das políticas de protecionismo adotadas por muitos países.

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula se reúne com autoridades chineses para fortalecer cooperação no agro

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera missão oficial à China, entre os dias 17 e 21 de maio, com compromissos nas cidades de Xangai e Pequim.

Na agenda, reuniões com autoridades da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), participação na SIAL 2026 – considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo no setor – além de encontros com empresários brasileiros e chineses.

O objetivo desses encontros é ampliar a presença dos produtos do agronegócio brasileiro, identificar oportunidades de negócios e fortalecer a cooperação em temas sanitários e fitossanitários.

A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, a China importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor. Entre 2019 e 2025, foram abertos 25 mercados para produtos brasileiros no país asiático, incluindo complexo soja, proteinas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, DDG de milho, entre outros.

SIAL 2026

A agenda terá início em Xangai, onde o ministro participará da SIAL 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo no setor.

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Durante a programação, André de Paula visitará o Estande Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), além de participar das inaugurações dos estandes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteina Animal (ABPA). A Sial Xangai ocupa uma área de cerca 220 mil metros quadrados, mais de 5 mil expositores de 75 países.

Nesta edição, o Brasil vai contar com um número recorde de empresas participantes. Serão 82 empresas expositoras distribuídas em cinco pavilhões brasileiros, organizados pela ApexBrasil e por parceiros setoriais. Essa presença supera a edição passada, quando 54 empresas participaram da feira. A expectativa é gerar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

O ministro também participará do encerramento do Seminário Brasil-China de Agronegócio e de encontros com representantes de cooperativas.

Reuniões

Em Pequim, a delegação brasileira terá reuniões com representantes da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e do Ministério do Comércio da China. As reuniões tratarão de temas relacionados à cooperação sanitária e fitossanitária, ampliação do comércio agropecuário e fortalecimento das relações institucionais entre os países. Há previsão da participação no “Diálogo Brasil–China sobre Finanças Verdes e Cooperação em Agricultura Sustentável” e ainda no seminário organizado pela ABPA.

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Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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