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Por meio do Mutirão Rural, Defensoria Pública e Rotary entregam cadeiras de rodas


Juntos somos mais fortes e vamos mais longe. O caso do Gilmar Gil da Costa de 60 anos é prova disso. Ele esteve no Mutirão Rural, projeto desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), no Projeto de Assentamento (PA) Campinas, próximo a São José do Rio Claro. Gilmar  foi atendido pelo pessoal da Defensoria Pública, um dos parceiros do projeto. Sete dias depois recebeu uma cadeira de rodas que veio do Rotary Clube.

Ele recebeu a cadeira de rodas na última sexta-feira (1º de abril). O pai Diogo Alves Costa, de 83 anos também foi atendido e fez exame de vista. “O Mutirão Rural é um projeto muito importante para a comunidade”.

Diogo conta que o filho sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há dois anos. Ele perdeu os movimentos do braço e da perna esquerdos. De forma muito humilde, quase com medo, o pai dele relatou que foi com muito custo que obteve uma cadeira para dar banho no filho e que ainda precisava de uma cadeira de rodas.

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O Defensor Público, Gonçalbert Torres de Paula, comovido com a situação, prontamente atendeu Gilmar e o pai. “Buscamos uma medida judicial, diante da dificuldade descrita para ir até a cidade, tendo o genitor se prontificado a trazer os documentos médicos, a sete km da escola. Ele foi e voltou com os documentos”, relatou o defensor

Mutirão Rural em PA Campinas

Tudo isso ocorreu no dia 25 de março. Enquanto aguardava e já preparava a ação inicial, o defensor público  falou com uma assistente social e uma psicóloga para saber mais sobre os procedimentos do município. “Quando fui informado que o Rotary Club de Lucas do Rio Verde poderia fornecer a cadeira de rodas nos mobilizamos para buscá-la e atender o assistido”.

Gonçalbert contou ainda que fez o ofício na hora e protocolou em mãos junto ao senhor Diogo, pai do Gilmar. “Quando me perguntou sobre quando poderia receber o equipamento, lágrimas lhe brotaram aos olhos, comovendo-nos a todos, diante da materialização real de um direito somente conseguido em razão da união de todos os profissionais envolvidos no Mutirão Rural”, contou.

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Com muita fé, o idoso conta que espera que o filho volte logo a andar e não precise da cadeira de rodas por muito tempo. “Ele está muito contente. Se ele voltar a andar, vamos entregá-la para alguém que precise”, disse.

Dos 36 atendimentos efetuados pela Defensoria Pública em PA Campinas, esse foi o que mais marcou os participantes. “Minha equipe e todos do mutirão ficaram emocionados com essa conclusão rápida e feliz”, destacou Gonçalbert.

Com Assessoria da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso

Fonte: CNA Brasil

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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