AGRONEGÓCIO
Pecuaristas de corte conseguem avanços no primeiro ano do FIP
O primeiro ano de assistência do Projeto FIP Paisagens Rurais, executado pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos, já trouxe avanços para um grupo de 15 pecuaristas de corte dos municípios de Ituiutaba e Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro. Eles conheceram os resultados durante uma reunião de benchmarking realizada nesta semana, na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Ituiutaba. Uma das conquistas do grupo é a recuperação de 100 hectares, com plantio de pastagens, capineira e lavoura de milho.
“Apesar das dificuldades, da oscilação de mercado e de clima, desde uma seca atípica até geada na região, o grupo vem se desenvolvendo e mostrando bons resultados, especialmente na recuperação da área de pastagens. Temos boas perspectivas para o segundo ano”, explicou o técnico de campo do Sistema FAEMG, o engenheiro agrônomo Franklin de Paula Sousa. O grupo assistido pelo técnico também conta com 15 produtores da pecuária de leite.
Além da recuperação de pastagens, o técnico repassou orientações sobre correção e adubação do solo, manejo integrado de pragas, manejo sanitário no rebanho, atividades gerenciais e de gestão de pessoas, entre outras ações nas propriedades. No período de um ano, o grupo vendeu 3.932,5 arrobas, uma média de 262,2 arrobas por produtor.
Valdenir Andrade Ferreira, que tem uma propriedade de 50,3 hectares em Ituiutaba, onde faz recria de animais, é um dos produtores assistidos pelo projeto e que acompanhou a reunião. “A assistência trouxe boas orientações e está contribuindo muito, principalmente para um melhor sistema de manejo e nutrição animal. Ninguém sabe tudo, a gente sempre está aprendendo um pouco. Agora quero participar de alguns cursos para aperfeiçoar o trabalho”, afirmou.
Participações
O gerente regional do Sistema FAEMG em Uberaba, Caio Oliveira, destacou que a reunião de benchmarking é uma forma do produtor entender melhor o projeto e visualizar os avanços conquistados. “É importante mostrar a eles o caminho que foi percorrido e como a assistência já trouxe melhorias para a propriedade. Isso serve como um incentivo para que continuem participando e aproveitando, ao máximo, as visitas mensais do técnico”, completou.
O encontro também foi acompanhado pelo supervisor do Projeto FIP Paisagens Rurais, Cristiano Evangelista, e o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ituiutaba, Juarez José Muniz. “Esses projetos de assistência ao produtor são fundamentais e trazem informações excelentes para o desenvolvimento da cadeia produtiva. Os produtores devem participar mais e aproveitarem essas oportunidades”, ressaltou Muniz.
FIP Paisagens Rurais
O Projeto Gestão Integrada da Paisagem no Bioma Cerrado – FIP Paisagens Rurais é financiado com recursos do Programa de Investimento Florestal, através do Banco Mundial. A coordenação é do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, do MAPA, com parceria da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do MCTIC, por meio do Inpe e da Embrapa.
AGRONEGÓCIO
Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar importação de diesel
O governo federal publicou nesta segunda-feira (29.06), a Medida Provisória (MP) nº 1.349, que autoriza a abertura de crédito extraordinário de R$ 550 milhões para o subsídio à importação de óleo diesel rodoviário.
Os recursos, sob gestão do Ministério de Minas e Energia e execução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), têm como finalidade assegurar o abastecimento do combustível no mercado interno e reduzir a pressão de preços sobre o setor de logística e transporte.
A medida impacta diretamente a estrutura de custos do agronegócio. Como o óleo diesel representa parcela expressiva das despesas com escoamento da safra e mecanização, a entrada desses recursos visa mitigar a volatilidade das cotações internacionais que vinha encarecendo o frete rodoviário. O aporte de R$ 550 milhões foi classificado como despesa primária, utilizando o mecanismo de crédito extraordinário previsto na Constituição para situações de urgência e imprevisibilidade.
O subsídio, contudo, gera efeitos colaterais na economia. Analistas do mercado financeiro indicam que a utilização de verbas extraordinárias para intervenção direta no preço de combustíveis pressiona o resultado das contas públicas e pode gerar distorções na formação de preços pelos importadores.
Para o produtor rural, a medida funciona como um mecanismo de contenção temporária de preços, sem, contudo, alterar os fundamentos de precificação do combustível no mercado global, que permanece atrelado ao câmbio e ao valor do barril de petróleo.
A eficácia do repasse final ao consumidor dependerá dos critérios de distribuição estabelecidos pela ANP. O setor produtivo permanece sob alerta em relação à perenidade da oferta e ao risco de que a medida, ao ser exaurida, resulte em um reajuste de preços para compensar o fim do subsídio governamental.
Fonte: Pensar Agro
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