AGRONEGÓCIO
Ministro Carlos Fávaro se reúne com governador de Malanje
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com o governador da província de Malanje, Norberto Fernandes dos Santos, ex ministro da Agricultura e Florestas de Angola, nesta quinta-feira (8). Também participaram da reunião a embaixadora do Brasil em Angola, Eugênia Barthelmess, e o secretário de Estado de Agricultura e Pecuária de Angola, Castro Paulino Camarada.
Diante das visitas técnicas da missão do agronegócio brasileiro, o governador demonstrou a disposição na realização de parcerias com a concessão de áreas para a instalação de empreendimentos brasileiros na província.
“Aqui temos água, solo e o Brasil tem homens vocacionados. Precisamos desse conhecimento para equilibrar e criar novas oportunidades”, comentou o governador.
O ministro destacou a determinação do presidente Lula no reforço da cooperação bilateral entre os países e transferência tecnológica por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
“É uma parceria que poderá dar grandes frutos para brasileiros e angolanos. Todo o conhecimento que adquirirmos nas últimas décadas pode ser compartilhado para o desenvolvimento da região, mas também para a criação de novas oportunidades para o Brasil”, disse o ministro.
Informação à imprensa
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AGRONEGÓCIO
Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima
A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.
O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.
No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.
Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.
A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.
As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.
O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.
A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.
A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.
Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.
Fonte: Pensar Agro
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