AGRONEGÓCIO

Mapa entrega retroescavadeiras a dez municípios gaúchos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul (SFA-RS), entregou nessa sexta-feira (3), em Porto Alegre, as primeiras máquinas do orçamento de 2025. Dez municípios receberam dez retroescavadeiras, totalizando R$ 3,68 milhões em recursos aplicados por meio do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq).

“Esta é mais uma das ações que o governo federal vem desempenhando para apoiar os agricultores gaúchos e expressa um entendimento de que a reconstrução do Rio Grande Sul é importante”, disse o superintendente do Mapa no RS, José Cleber Souza, na cerimônia oficial de entrega das máquinas, realizada na sede da superintendência com a presença de prefeitos e representantes das prefeituras.

Nesta etapa, os municípios beneficiados foram: Bagé, Dilermando de Aguiar, Manoel Viana, Nova Santa Rita, Novo Cabrais, Pelotas, Piratini, Restinga Seca, Santa Bárbara do Sul e Tabaí. O deputado Paulo Pimenta agradeceu o apoio do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em dar agilidade a esta demanda e enfatizou que esta é mais uma demonstração de que o governo federal tem estado muito presente no Rio Grande do Sul.

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Até o final de 2025, o planejamento prevê contemplar mais de 100 municípios com a entrega de máquinas, em um investimento estimado de aproximadamente R$ 130 milhões. O objetivo é fomentar a modernização da produção agropecuária, ampliar o acesso a tecnologias, apoiar a conservação de estradas rurais e fortalecendo o setor agropecuário gaúcho.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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