AGRONEGÓCIO

Mapa entrega máquinas do Promaq e reforça infraestrutura rural no Rio Grande do Sul

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul (SFA-RS), realizou, na segunda-feira (29), em Porto Alegre, a entrega de máquinas destinadas ao estado, adquiridas com recursos do orçamento de 2025. A ação dá continuidade à política de distribuição de equipamentos agrícolas do Programa Nacional de Apoio à Aquisição de Máquinas e Equipamentos para o Setor Agropecuário (Promaq).

Os municípios de Jóia e Santana do Livramento foram contemplados, cada um com um trator. O investimento, no valor de aproximadamente R$ 400 mil, reforça o compromisso com a modernização das estruturas municipais dedicadas ao desenvolvimento rural e ao apoio aos agricultores.

A cerimônia contou com a presença de prefeitos, secretários e demais representantes das administrações municipais, além do deputado federal Marcon. Durante a solenidade, o parlamentar destacou a importância do apoio federal para a recomposição da infraestrutura dos municípios gaúchos. “Essas máquinas representam o compromisso do Governo Federal com os municípios, sendo um apoio fundamental para fortalecer a infraestrutura e melhorar as condições de trabalho no meio rural.”

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O superintendente da SFA-RS, José Cleber Dias de Souza, ressaltou o papel estratégico do Promaq no fortalecimento da agricultura local e o trabalho conjunto entre União e municípios. “O Mapa tem intensificado sua atuação de forma integrada. Estas máquinas chegam para qualificar a infraestrutura rural, assegurando maior eficiência nas atividades essenciais às comunidades do campo. Com esta nova entrega, já somamos 1.779 máquinas disponibilizadas e 140 municípios gaúchos contemplados desde 2024 até o presente. O Promaq é um programa estratégico do Governo Federal, desenvolvido sob a liderança do ministro Carlos Fávaro.”

A SFA-RS segue com a agenda de entregas prevista para fevereiro de 2026, reafirmando o compromisso do Mapa com o fortalecimento da agropecuária e o desenvolvimento sustentável dos municípios do Rio Grande do Sul.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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