AGRONEGÓCIO

Instrutora do SENAR-PR usa conteúdo dos próprios cursos para começar negócio


Foi diante de uma queda acentuada no número de treinamentos devido ao isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus que a instrutora do SENAR-PR Fabíola Weinhardt Jazar decidiu utilizar o conhecimento ministrado em aulas em diversas formações para abrir o próprio negócio. “Sou instrutora do Programa Empreendedor Rural, do Herdeiros do Campo e do Mulher Atual, além de produtora rural. Então utilizei todos esses conhecimentos”, diz a empreendedora, que optou pela atividade do turismo rural para gerar renda na propriedade que está com a família há 150 anos.

A pandemia também fez com que Fabíola percebesse o desejo generalizado das pessoas em sair de casa e confraternizar em um ambiente aberto, junto à natureza. Daí surgiu a ideia de apostar no turismo rural. “No início havia criação de gado na propriedade. Quando passou para o meu avô, continuou o gado e começou agricultura. Depois disso, quando passou para a geração da minha mãe, paramos com a lavoura e com o gado e agora temos criação de cavalos para passeio”, conta a nova empresária do ramo do turismo.

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A ideia, segundo Fabíola, é oferecer aos clientes um espaço com diversas opções gastronômicas e de lazer, como passeios a cavalo, tirolesa, trilhas para caminhada e outros atrativos. A propriedade possui 58 hectares, sendo 17 hectares de uma Área de Proteção Permanente (APP), onde existe um morro e muito espaço verde para atividades junto à natureza. “O café vai funcionar embaixo das árvores. Quero que todos possam aproveitar bem. Tenho uma filha de 17 anos e outra de quatro, então temos a medida do que cada idade gosta de fazer”, aponta.

Nesse processo, os conhecimentos que ela costumava repassar aos alunos do SENAR-PR durante os cursos serviram para organizar o próprio estabelecimento comercial. “Usei modelo de plano de negócios do PER para montar o meu”, afirma. Também o conteúdo do programa Herdeiros do Campo, que prepara a sucessão familiar dentro da propriedade rural, foi utilizado na sua jornada pessoal.

“Esse programa me ajudou a fazer a sucessão na nossa família. Eu, meu irmão, minha mãe e minha vó sentamos e montamos um testamento particular para dividir a herança da família. Aconteceu com uma tranquilidade tremenda”, conta Fabíola.

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Sua vivência no SENAR-PR também ajudou a escolher o caminho que a propriedade da família deveria seguir. “Depois de tantos anos ministrando cursos, fui vendo o que valia à pena. Quem mexe com turismo sabe que é um desafio. Mas pelo conhecimento que tive com meus participantes, vi que posso dar conta”, afirma a instrutora, que não vai parar de ministrar cursos por conta do novo empreendimento. “Vou dedicar as segundas e terças-feiras para o café, que funcionará com reserva nos sábados e domingos, e para o SENAR-PR ficarão as terças, quartas e quintas”, diz Fabíola, já organizando a agenda.

Cursos

O SENAR-PR conta com diversos cursos na área de turismo rural, todos gratuitos e com certificado. Interessados podem conferir os detalhes e realizar a inscrição na seção Cursos do site sistemafaep.org.br.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Atualização corrige dados do Zarc para a cultura do milho no Rio Grande do Sul

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que foram atualizados os dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho 1ª safra no Rio Grande do Sul.

Após a publicação das portarias referentes ao zoneamento, foram recebidas manifestações do setor produtivo sobre o calendário de semeadura em municípios da região noroeste do estado. As demandas foram encaminhadas para reavaliação pelo grupo de trabalho responsável pelo Zarc do milho.

Na revisão, a equipe técnica da Embrapa identificou um equívoco na programação de pós-processamento dos dados relativos ao mês de agosto, referente aos decêndios críticos para ocorrência de geada. Na configuração utilizada, foram considerados como críticos os decêndios da semeadura, quando o correto era considerar os decêndios da fase de pós-emergência da cultura. Como consequência, o risco de geada em alguns municípios foi superestimado, impactando as janelas indicadas para semeadura.

Os dados foram corrigidos e já estão disponíveis no Painel de Indicação de Riscos.

Com a atualização, os resultados passaram a refletir a metodologia adotada para o zoneamento da cultura, mantendo diferenças em relação à safra anterior em razão das alterações metodológicas incorporadas nesta versão.

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Entre as mudanças implementadas no Zarc para a cultura do milho estão a atualização da base de dados meteorológicos, com utilização da série histórica de 1992 a 2022 e ampliação do número de estações meteorológicas consideradas, além da adoção do modelo de classificação de solos em seis níveis de água disponível (AD). A classificação considera a proporção de areia, silte e argila no solo, substituindo o modelo anterior, que utilizava três classes de solo (arenoso, médio e argiloso).

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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