AGRONEGÓCIO

Farsul comemora 95 anos

Nesta terça-feira (24/05) a Federação da Agricultura mais antiga do Brasil comemorou 95 anos. A celebração do aniversário da Farsul aconteceu na Casa NTX, em Porto Alegre e contou com a presença de mais de 500 convidados entre diretores, presidentes de Sindicatos Rurais, autoridades, funcionários e colaboradores do Sistema Farsul. O governador do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, esteve presente no evento que também teve a presença do presidente da CNA, João Martins, e integrantes da diretoria do Sistema CNA/Senar. Na ocasião também aconteceu a cerimônia de posse da atual gestão que teve início em 1º de janeiro deste ano e encerra em 31 de dezembro de 2024.

Após empossar a atual diretoria, João Martins realizou seu discurso falando do momento delicado que vive o país e a necessidade de reformas. “Falo como produtor rural e brasileiro”, ressaltou. O presidente da CNA destacou a necessidade de um esforço coletivo para que as transformações sejam efetivadas. “O que vivemos hoje não tem futuro, precisamos fazer as mudanças par construí-lo”, afirmou Martins que também apontou possíveis reflexos do cenário no agronegócio. “Nosso setor vai bem, mas se não forem feitas as reformas estaremos ameaçados”, alertou.

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Ele citou o Jornada CNA, uma série de painéis que debateu os principais temas do país e que servirá de base para a elaboração de um documento com as propostas da Confederação que será entregue aos presidenciáveis. “Queremos e vamos construir um futuro para este país. Mas, para isso, é preciso um esforço de todos nós”, reafirmou.

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destacou a capacidade de adaptação da Farsul com o passar dos anos. “Diretores vem e vão, passam. Mas, 95 anos tem um significado muito forte. Temos consciência do nosso tamanho. A Federação vem se adaptando aos tempos ou não estaria mais aqui”, garantiu. Na sua saudação inicial, Gedeão ao se dirigir ao governador do Estado disse, “o senhor não está aqui prestigiando a nós, mas à agropecuária gaúcha”.

Gedeão lembrou da expansão da agricultura gaúcha nos últimos anos. “Em 1999 nossa agricultura pisou no mercado internacional e hoje é um dos maiores produtores de alimentos do mundo”, destacou. O presidente falou também do programa Duas Safras e o objetivo de ampliar em 40% a produção gaúcha do setor. Ele falou da importância da qualificação dos produtores rurais e o importante papel do Senar-RS, especialmente por meio da Assistência Técnica e gerencial (ATeG).

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A questão ambiental também recebeu atenção especial de Gedeão. Ele aponta como principal tema dos próximos anos e fala da necessidade de mudança da imagem do produtor. “Somos quem mais respeita o meio ambiente e queremos sermos vistos assim”, afirmou ao lembrar dos programas Agro.BR e AgroBrazil que trabalham a construção da imagem do setor no cenário internacional, inclusive apoiando a participação dos pequenos produtores no mercado externo.

Sobre o atual cenário, Gedeão salientou que em razão da guerra entre Ucrânia e Rússia e os reflexos no globo, o Brasil é o único que pode se apresentar para resolver o problema de uma falta de abastecimento.

O governador, Ranolfo Vieira Júnior, concordou com o presidente João Martins sobre a necessidade de reformas no país e comentou sobre as que vem sendo realizadas no Rio Grande do Sul. Ele também destacou os investimentos que vêm sendo realizados no estado. Ranolfo ressaltou a importância do agronegócio na economia gaúcha e o papel da Farsul. “Estamos aqui para comemorar os 95 anos da Farsul. A sua história fala por si”, declarou.

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Obrigatoriedade de CNPJ é adiada: veja o que muda para o produtor

O produtor rural que atua como pessoa física ganhou mais tempo para se organizar com as novas regras da Reforma Tributária. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços decidiram adiar a obrigatoriedade do CNPJ para emissão de notas fiscais: a regra só passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

Até o final de 2026, nada muda na emissão das suas notas. O produtor rural vai continuar utilizando o mesmo sistema e a mesma identificação que já usa hoje para vender sua produção ou comprar insumos.

O governo admite que o sistema precisa ser mais simples e por isso adiou. Este tempo extra serve para que a Receita desenvolva uma plataforma totalmente digital, que seja fácil de usar e que já venha integrada à emissão da nota fiscal. A ideia é evitar que o produtor tenha que fazer cadastros complicados em vários órgãos diferentes.

O que o produtor deve:

 Embora o prazo tenha aumentado, não é hora de deixar o assunto de lado. As entidades do setor reforçam três pontos principais:

  1. Não confunda adiamento com cancelamento: A obrigatoriedade do CNPJ continua valendo para o futuro. Não trate isso como algo que “não vai mais acontecer”.

  2. Aproveite a transição: Use o tempo disponível para entender como essa mudança vai afetar sua contabilidade. O sistema novo deve ser mais simples, mas a exigência documental é real.

  3. Procure ajuda técnica: Se você tem dúvidas sobre como essa mudança afeta seu CPF ou sua atividade, consulte seu contador de confiança ou a assessoria jurídica da sua associação de classe.

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O importante é utilizar esse período para se adequar gradualmente, garantindo que, quando chegar 2027, o produtor já saiba exatamente o que fazer, evitando surpresas que possam travar a venda da safra ou a compra de insumos.

Fonte: Pensar Agro

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