AGRONEGÓCIO
Estoques brasileiros de fertilizantes devem atingir 10,3 milhões de toneladas
Os estoques brasileiros de fertilizantes devem atingir 10,3 milhões de toneladas até o final do ano, superando o volume de 8,4 milhões de toneladas do ano anterior. Apesar de serem números recordes, esse volume de estoque não é considerado alarmante para o setor de insumos.
O aumento no estoque segue uma tendência de alta nas entregas de fertilizantes, principalmente de potássio, que se manteve firme ao longo de 2023, impulsionado pelo cultivo de soja e milho. A demanda por nitrogênio, por outro lado, experimentou um aumento nos preços, com a ureia, seu principal derivativo, registrando aumentos semanais significativos que influenciaram as decisões de compra dos produtores.
Espera-se que a procura por fertilizantes à base de nitrogênio ganhe força no começo de 2024, à medida que os agricultores postergam acordos em antecipação à safra de inverno do milho, com a expectativa de uma redução na relação de troca.
Projeções indicam que as entregas de fertilizantes aos agricultores podem totalizar 44,3 milhões de toneladas em 2023. As estimativas de mercado para as entregas totais variaram entre 41 e 45 milhões de toneladas durante o ano.
Observou-se um tom mais pessimista no primeiro semestre, atribuído a um recorde nos estoques do ano anterior e ao comportamento dos agricultores, que optaram por adiar as compras visando a safra de soja 2023/24.
O acúmulo de estoques, que será contabilizado até domingo, dia 31 de dezembro, reflete uma estratégia de gestão de recursos e planejamento de safras, representando um indicativo de que o setor está se adaptando a um mercado cada vez mais dinâmico.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Ministro André de Paula recebe representantes da Abra para discutir avanços do setor de reciclagem animal
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta terça-feira (26), representantes da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) para discutir o cenário e as perspectivas do setor no Brasil. A reunião foi realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF).
Na ocasião, o ministro destacou a relevância estratégica da reciclagem animal e a importância da construção conjunta de soluções e parcerias para o fortalecimento da atividade. “Esse é um setor importante, e temos buscado, desde o início da gestão, estabelecer parcerias, abrir portas e manter um canal permanente de diálogo para construir os melhores caminhos para o segmento”, afirmou.
O Brasil recicla anualmente 100% dos resíduos derivados de estabelecimentos de abate e do varejo, consolidando-se como uma das indústrias com maior potencial de reciclagem do país. Segundo a Abra, o Brasil é o segundo maior coletor de resíduos animais do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
Os resíduos, compostos por partes não destinadas ao consumo humano, como ossos, penas, vísceras, escamas e gordura, são transformados em produtos como farinha de carne e osso, farinha de sangue, proteína hidrolisada de frango, palatabilizantes, sebo bovino e óleo de peixe. Esses insumos são utilizados em setores como biodiesel, alimentação animal, indústria química e produção de fertilizantes.
O setor responde por 15% da pauta exportadora do segmento. Somente em 2025, foram exportadas mais de 926,5 mil toneladas, de uma produção superior a 6,17 milhões de toneladas. O segmento também foi destaque na abertura de mercados internacionais no último ano.
Durante a reunião, os representantes da Abra apresentaram demandas relacionadas a questões regulatórias e à abertura de novos mercados, especialmente no continente asiático.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, destacou os avanços regulatórios conduzidos pelo Ministério e a importância da habilitação sanitária das empresas para consolidar a abertura de mercados internacionais. Segundo ele, a reciclagem animal desempenha papel estratégico para a sustentabilidade e a economia circular, ao transformar resíduos em produtos de valor agregado para diferentes cadeias produtivas.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, ressaltou a relevância do setor nas negociações internacionais conduzidas pelo Ministério e reconheceu a atuação organizada da Abra na apresentação de demandas e informações técnicas. Também destacou a mobilização do segmento em torno das pautas de ampliação de mercados e fortalecimento das exportações brasileiras.
O presidente-executivo da Abra, Décio Coutinho, enfatizou a relevância econômica, ambiental e sanitária do setor para o país. “Não existe nenhum setor mais sustentável do que esse”, afirmou ao apresentar o trabalho desenvolvido pela cadeia de reciclagem animal. Coutinho também destacou a representatividade da associação no setor. “Hoje, a Abra reúne praticamente todas as graxarias e indústrias do segmento. Temos 92% das graxarias existentes no Brasil associadas”, disse.
Fundada em 2006, a Abra atua na promoção de ações voltadas ao segmento e no fomento à geração de negócios. Atualmente, a associação reúne 264 indústrias e 71 grupos associados. O setor gera mais de 57 mil empregos no país.
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