AGRONEGÓCIO

Especialistas analisam mercado internacional de lácteos

Brasília (03/05/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na terça (3), um debate para analisar o mercado internacional de lácteos, bem como o cenário, as potencialidades e os desafios para o Brasil aumentar as exportações destes produtos.

O encontro foi moderado pelo assessor técnico da CNA, Guilherme Souza Dias, e contou com a participação do diretor comercial da Laticínios Tirolez, Paulo Hegg, e da gerente comercial B2B Nacional e Internacional da Laticínios Porto Alegre, Cibele Pinheiro Dias.

“O Brasil é expoente nas cadeias de proteínas animais, sendo o primeiro exportador nas carnes bovina e de frango e o quarto na carne suína. Porém, hoje temos uma pecuária leiteira voltada quase que exclusivamente ao atendimento do mercado interno”, afirmou Dias.

Os debatedores falaram sobre temas como a relação com importadores, trâmites burocráticos, escoamento externo, competitividade de preços, entraves sanitários e o “Custo Brasil”, além de ações para ampliar as exportações brasileiras no curto e no médio prazo, como o projeto Agro.BR.

Cibele destacou que o mercado internacional é uma excelente oportunidade para mostrar a qualidade do produto lácteo brasileiro e uma forma de as indústrias equilibrarem as contas em períodos de “baixa” no consumo interno.

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Para ela, os principais entraves ao crescimento são a demora na habilitação de novas plantas, os custos elevados de produção e as altas taxas de impostos para importação, que dificultam a relação comercial e inviabilizam negócios.

“Precisamos trabalhar de forma contínua, com fornecimento de longo prazo, para manter a marca em evidência e mostrar a qualidade dos nossos produtos. Isso ajuda na fidelização dos clientes e favorece novos negócios”, disse a gerente comercial da Laticínios Porto Alegre.

Hegg considera fundamental que o Brasil trabalhe para ampliar acordos sanitários e comerciais com outros países, para diminuir a burocracia e as alíquotas de importação. Outros pontos que precisam avançar são a competitividade de preço, a qualidade das matérias-primas, a produtividade de leite e os prazos de embarque, por exemplo.

Na visão do diretor comercial da Laticínios Tirolez, as empresas devem focar em produtos genuinamente brasileiros, como requeijão e queijo coalho, e buscar parceiros de negócios na China, maior mercado do mundo e que ainda “não conhece queijo”.

“As vantagens são grandes, mas exige muita dedicação, investimentos, tempo e adaptação de produtos em relação a embalagens e ingredientes. Acredito que o setor lácteo tem potencial para ampliar a sua competitividade dentro de 10 anos”, declarou.

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Ambos destacaram a importância de iniciativas como o projeto Agro.BR, que aproxima produtores e empresas brasileiras de compradores internacionais, por meio de apoio institucional, informações e direcionamento de mercado.

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula participa de ato simbólico de exportação de uvas com oportunidades abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), de ato simbólico de exportação de carga de uvas amparada pela entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia. A ação ocorreu durante visita ao packing house da Fazenda Argofruta, no Vale do São Francisco, e marcou o registro da carga destinada ao mercado europeu com tarifa zero.

Durante o ato, o ministro destacou a importância do acordo comercial para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira e fortalecer a presença dos produtos nacionais no mercado internacional.

“Estamos concluindo um momento que considero histórico. Esta carreta segue para o Porto de Suape levando a primeira carga de contêineres de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero. Isso representa mais competitividade para o nosso produto e, consequentemente, um retorno ainda maior para os nossos produtores”, comemorou André de Paula.

O ato simbolizou o potencial de ampliação das exportações da fruticultura brasileira, especialmente para produtores e exportadores do Nordeste, região que concentra um dos principais polos de produção irrigada e de exportação de frutas frescas do país.

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O ministro ressaltou ainda a relevância do mercado europeu para a fruticultura do Vale do São Francisco e os impactos positivos do acordo para o setor. “Quando levamos em conta que cerca de 75% das uvas exportadas pelo Vale têm como destino o mercado europeu, percebemos a dimensão desse momento. É uma grande celebração, porque este acordo marca definitivamente a história da produção e da exportação de frutas da região”, destacou.

André de Paula também enfatizou os avanços obtidos pelo Brasil na abertura de mercados internacionais para os produtos agropecuários brasileiros. Desde 2023, o país contabiliza 616 aberturas de mercado em 88 destinos internacionais.

“Esse ato simboliza a força e a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional. O acordo entre Mercosul e União Europeia representa novas oportunidades para os produtores brasileiros e reforça o trabalho realizado pelo Mapa para ampliar a presença do agro brasileiro no exterior”, afirmou o ministro.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a atuação conjunta entre a ApexBrasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o governo federal na consolidação do acordo e no fortalecimento das exportações da fruticultura brasileira. “Hoje vemos, na prática, o resultado desse trabalho integrado, com a saída do primeiro contêiner de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero para o mercado europeu. Isso demonstra que o acordo já está gerando oportunidades concretas para os produtores brasileiros e ampliando a competitividade da nossa fruticultura no mercado internacional”, disse.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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