AGRONEGÓCIO

Empresas unem produtos para combater a broca gigante na região Mesba

Na região MESBA, composta por partes de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, a Broca Gigante (Telchin licus) tem representado uma grande ameaça à indústria sucroalcooleira brasileira, com prejuízos anuais superiores a R$ 5 bilhões.

De acordo com estudos da Embrapa, a Broca Gigante pode reduzir a produção de cana em até 50%, afetando não apenas a quantidade, mas também a qualidade da matéria-prima. Os danos incluem diminuição na concentração de açúcar extraível, pureza do caldo e volume de álcool produzido.

Para enfrentar esse problema, duas empresas, a Green Planet e a SD Orgânico, líderes do setor agrícola, uniram forças no desenvolvimento de soluções inovadoras. Da parceria entre as empresas resultou nos produtos “UP Controle” e o “SDFender” que juntos apresentaram resultados promissores, indicando um potencial significativo no controle da Broca Gigante.

Apesar de ser cedo para avaliar totalmente a eficácia, o SDFender se destaca como uma alternativa sustentável, segundo os pesquisadores. A continuidade dos testes visa coletar mais dados e avaliar a estratégia a longo prazo. Esta iniciativa destaca a importância da colaboração para impulsionar a inovação e encontrar soluções eficazes para os desafios da agricultura moderna.

Leia Também:  Abertura Nacional do Plantio da Soja 23/24 será nesta sexta-feira em Jaciara

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

Leia Também:  Busca por produtos sustentáveis cresce 32% no Brasil

Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

Leia Também:  CNA e ABDE discutem ações para fortalecer crédito rural

O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA