AGRONEGÓCIO

Diretor-geral do Senar debate comunicação do agro


Brasília (20/04/2022) – O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, participou, nesta quarta (20), de um debate promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, o ABMRA Ideia Café, para falar sobre as iniciativas de comunicação do Sistema CNA/Senar para conectar campo e cidade.

Carrara fez um panorama das ações e explicou os avanços que o Sistema fez ao longo dos anos devido à evolução tanto da produção rural quanto da comunicação no setor agropecuário.

O diretor-geral ressaltou que uma das ações é ampliar a classe média rural brasileira, atendendo o produtor que precisa receber informação, mas também aprender a se comunicar.

“Primeiro direcionamos a comunicação para o produtor entender a CNA e nosso trabalho para depois ensiná-lo a se comunicar com a sociedade e a desmistificar os preconceitos relacionados ao setor”, disse. “O agro é muito diverso, então a comunicação tem que ser feita por cadeia produtiva”, acrescentou.

Ele citou ainda algumas iniciativas como o Manifesto do Agro, criado para conectar a produção de alimentos à vida das pessoas da cidade e aproximá-las do meio rural. “O Manifesto foi necessário porque queríamos fazer a população se envolver com a nossa vida e linkar o alimento com o dia-a-dia delas”.

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Sobre a comunicação com o mundo, Daniel Carrara afirmou que o Sistema tem feito algumas ações, como a abertura de escritórios estratégicos em alguns países, inclusive com a criação de projetos como o Agro.BR, voltado para dar visibilidade ao pequeno produtor rural no mercado externo, além de mostrar os dados do setor e fazer comparativos com outros países.

“Mostramos nossa produção sustentável, nossa legislação (código florestal), o que temos no País comparando com o resto do mundo. A melhor estratégica para fora é dar nossos números e dizer o que podemos entregar”.

Carrara finalizou ressaltando que o importante para o agro é se comunicar em todos os segmentos. “É um desafio muito grande porque nosso setor é imenso, com muitas interfaces. Então, toda ajuda é bem-vinda e estamos à disposição para a troca de ideias”.

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

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Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

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O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

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