AGRONEGÓCIO

Dia de campo une produtores e estudantes de gastronomia


Brasília (05/04/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) promoveram, na terça (5), um dia de campo para integrar produtores de alimentos e estudantes de gastronomia participantes do programa Do Rural à Mesa.

A ação ocorreu no assentamento Chapadinha, no Núcleo Rural Lago Oeste, a 35 km de Brasília.

Com a parceria entre as duas instituições, os agricultores fornecem os alimentos diretamente para os restaurantes do Senac no Distrito Federal. A ação envolve os processos produtivos, gerenciamento e comercialização.

Os agricultores são assistidos pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar com foco na melhoria da produtividade, geração de renda e na formação de canais de comercialização direta.

Thiago Campos é o técnico de campo do programa Do Rural à Mesa
Thiago Campos é o técnico de campo do programa Do Rural à Mesa

“O programa Do Rural à Mesa trouxe incremento na renda aos agricultores. Mesmo no auge da pandemia, os restaurantes continuaram comprando os produtos para o preparo de marmita para a entrega”, destacou o técnico de campo do Senar, Thiago Campos.

Durante a visita técnica os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto a rotina do campo.

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Antônio Porfírio, de 40 anos, produz cenoura, batata, beterraba, quiabo e tomate cereja e desde 2019 fornece esses alimentos por meio da iniciativa.

O produtor de alimentos, Antônio Porfírio, fornece alimentos aos restaurantres desde 2019
O produtor de alimentos, Antônio Porfírio, fornece alimentos aos restaurantres desde 2019

“Os alunos conseguiram compreender que os alimentos que eles recebem na cozinha tem toda uma história por trás, que envolve o preparo de solo, semeadura, manejo até a colheita, passando ainda pela higienização, embalagem e transporte”.

Para o estudante do Senac, Rainner Gomes, de 33 anos, a experiência de ir até o meio rural foi interessante para conhecer a complexidade do trabalho do manejo no campo e a dedicação dos agricultores.

O estudante Rainner Gomes gostou da experiência de sair da sala de aula para ir ao meio rural
O estudante Rainner Gomes gostou da experiência de sair da sala de aula para ir ao meio rural

“É muito importante essa visão completa de como é feito o trabalho, de como é realizado o manejo até chegar a nossa cozinha para preparar o final. É muito interessante conhecer todas as técnicas isso vai influenciar inclusive no sabor dos alimentos”, ressaltou.

Assessoria de Comunicação CNA

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

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Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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