AGRONEGÓCIO
Delegação brasileira visita principal instituição de pesquisa agropecuária chinesa
Na manhã desta terça-feira (13), a delegação brasileira que participa da missão oficial à China visitou a sede da Chinese Academy of Agricultural Sciences (CAAS), em Pequim. O grupo foi liderado pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e pelos secretários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e o de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.
O CAAS é a principal e maior instituição de pesquisa agropecuária da China e referência mundial no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor. O encontro teve como foco o aprofundamento da cooperação científica entre Brasil e China, especialmente nas áreas de melhoramento genético de soja, utilizando instrumentos de biotecnologia e edição gênica, além da troca de conhecimentos sobre germoplasma.
Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a visita marca um importante passo para o fortalecimento da parceria bilateral em áreas estratégicas. “O Brasil é um dos maiores produtores de grãos do mundo com alta adesão de biotecnologia em produção de soja, milho e algodão. Por isso a importância de entender como o país vem desenvolvendo e regulando o uso da biotecnologia. O sucesso da nossa agricultura está diretamente ligado à adoção massiva de tecnologias,” destacou Goulart.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressaltou a importância do intercâmbio científico para o avanço da inovação agrícola em ambos os países. “Para nós, cientistas brasileiros, é uma honra cooperar com a China. Temos uma parceria com o CAAS desde o início dos anos 2000 e queremos fortalecê-la em áreas como biotecnologia, edição gênica, agricultura digital e sustentabilidade. Precisamos avançar em políticas públicas que estimulem a adoção de tecnologias no campo. O nosso desafio é promover a convergência das tecnologias que agreguem valor e melhorem os sistemas produtivos,”afirmou Massruhá.
A agenda fez parte das atividades da missão oficial do Mapa à China, que busca ampliar parcerias e oportunidades comerciais e tecnológicas no setor agropecuário.
Participaram da reunião, pelo lado brasileiro, os adidos agrícolas, Jean Gouhie e Leandro Feijó, o diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e Sustentabilidade do Mapa, Augusto Billi, a diretora do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, Ângela Pimenta Peres, o coordenador de Investimentos Estrangeiros, Thiago Luiz Arcebispo, o chefe do serviço de monitoramento em biossegurança de OGM, Eder Toppa, o chefe da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, o vice-presidente do Comitê Técnico Nacional de Biossegurança, Mário Murakami, e os a secretários da Embaixada do Brasil, Isadora da Silveira e Henrique Sato.
Pelo lado chinês, estiveram presentes, o vice-diretor geral, Ren Yulong, o diretor adjunto da Divisão de Gestão de Pesquisa, Lu Yuqing, os professores, Qiu Lijuan, Yan Zhe, Guo Yong, Guan Rongxia, Sun Suli, Liu Zhangxiong e Hong Huilong, e os pesquisadores de pós-doutorado Yu Lili e Zhou Chunlei.
AGRONEGÓCIO
Obrigatoriedade de CNPJ é adiada: veja o que muda para o produtor
O produtor rural que atua como pessoa física ganhou mais tempo para se organizar com as novas regras da Reforma Tributária. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços decidiram adiar a obrigatoriedade do CNPJ para emissão de notas fiscais: a regra só passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.
Até o final de 2026, nada muda na emissão das suas notas. O produtor rural vai continuar utilizando o mesmo sistema e a mesma identificação que já usa hoje para vender sua produção ou comprar insumos.
O governo admite que o sistema precisa ser mais simples e por isso adiou. Este tempo extra serve para que a Receita desenvolva uma plataforma totalmente digital, que seja fácil de usar e que já venha integrada à emissão da nota fiscal. A ideia é evitar que o produtor tenha que fazer cadastros complicados em vários órgãos diferentes.
O que o produtor deve:
Embora o prazo tenha aumentado, não é hora de deixar o assunto de lado. As entidades do setor reforçam três pontos principais:
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Não confunda adiamento com cancelamento: A obrigatoriedade do CNPJ continua valendo para o futuro. Não trate isso como algo que “não vai mais acontecer”.
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Aproveite a transição: Use o tempo disponível para entender como essa mudança vai afetar sua contabilidade. O sistema novo deve ser mais simples, mas a exigência documental é real.
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Procure ajuda técnica: Se você tem dúvidas sobre como essa mudança afeta seu CPF ou sua atividade, consulte seu contador de confiança ou a assessoria jurídica da sua associação de classe.
O importante é utilizar esse período para se adequar gradualmente, garantindo que, quando chegar 2027, o produtor já saiba exatamente o que fazer, evitando surpresas que possam travar a venda da safra ou a compra de insumos.
Fonte: Pensar Agro
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