AGRONEGÓCIO

Colheita de soja da safra 2024/25 começa com bons resultados

A colheita da safra 2024/25 de soja já teve início no município de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, com 2% da área plantada sendo colhida. A região, que conta com cerca de 400 mil hectares dedicados à cultura, apresenta produtividade inicial promissora, variando entre 4.200 e 4.800 quilos por hectare, segundo dados da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo).

As condições climáticas têm sido favoráveis, com chuvas regulares auxiliando no enchimento dos grãos nas lavouras restantes. A expectativa é que o bom desempenho registrado até agora se mantenha ao longo da colheita, consolidando Goiás como um dos principais polos de produção de soja do país. Para a safra 2024/25, o estado deverá plantar 4,85 milhões de hectares de soja, representando um crescimento de 2,1% em relação à safra anterior.

A produção total de soja no estado deve alcançar 18,8 milhões de toneladas, um salto de 11,8% em comparação com a safra anterior. Goiás deve permanecer como o quarto maior produtor de soja do Brasil, com uma produtividade média estimada em 3.797 quilos por hectare.

Leia Também:  FAESP/SENAR-SP recebe caravanas de Sindicatos Rurais na Agrishow

A soja continua a ser o carro-chefe do agronegócio goiano, ocupando 66,2% das áreas destinadas ao cultivo de grãos no estado. Nos últimos dez anos, a área destinada ao plantio de soja cresceu 38,4%, enquanto a produção avançou 85,7%, resultado dos investimentos em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente no campo.

Além de impulsionar o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Goiás, representando 28,2% do total, a oleaginosa também é destaque nas exportações. Entre janeiro e março de 2024, a soja respondeu por 60% do valor total das vendas externas do agronegócio goiano, com destino a 37 países.

A valorização da soja no mercado interno segue em alta, influenciada pela elevação do dólar e pelos prêmios de exportação. No caso do óleo de soja, a demanda crescente reflete as expectativas de ampliação de sua participação na mistura de biodiesel, consolidando ainda mais a importância do setor no estado.

Com previsões otimistas e o comprometimento dos produtores rurais, Goiás segue como referência em produtividade, tecnologia e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

Leia Também:  Caravana do Agro Exportador em Goiânia debate rastreabilidade da carne bovina e acesso a mercados internacionais

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

Leia Também:  Adoção de resolução das Nações Unidas que institui o Dia Internacional do Café

Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

Leia Também:  Expogrande 2026 começa na próxima semana na capital do MS

O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA