AGRONEGÓCIO

CNA debate conectividade no campo via satélite

Brasília (12/05/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu, na quinta (12), a conectividade no campo com alternativas via satélite e as possíveis mudanças proporcionadas por novas tecnologias para oferecer conexões mais rápidas de internet.

O debate aconteceu durante a Agrotic, série de eventos que busca disseminar o uso das tecnologias de informação e comunicação e da Internet das Coisas no campo brasileiro.

“A comunicação no campo não atende só a produtividade, mas a educação e segurança pública rural também. Ou seja, passa por diversos setores, é uma questão transversal”, afirmou Carlos Marsiglia, consultor do Projeto de Conectividade da CNA.

Segundo o consultor, é um choque de realidade o produtor ter que percorrer quilômetros para emitir uma nota fiscal. No entanto, é gratificante ver que existe solução, já que o País é inteiro coberto por satélites.

Marsiglia ressaltou que o mercado está apresentando mais ofertas de satélites, o que é benéfico para o setor porque “mais competição sempre beneficia o usuário”.

“Os produtores estão em zonas de difícil acesso e pagam valores consideráveis para instalação do equipamento. Então, novos entrantes no mercado poderão facilitar o barateamento desse serviço e vemos isso com bons olhos”.

Leia Também:  MILHO/CEPEA: Liquidez é baixa, e valores seguem direções opostas entre regiões

Para Marsiglia, o produtor rural sonha em ter uma rede onde possa ter uma cobertura terrestre e de máquinas com custo acessível.

Ele argumentou ainda que a entidade trabalha para a criação de um modelo de negócios que permita a convergência dos investimentos dos setores de saúde e segurança com o de comunicação para o setor rural.

“Tem espaço para satélites, o Brasil é um país continental. A CNA tem feito esforço para que o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) seja usado no meio rural para atender as pessoas que estão sendo privadas desse acesso”.

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
cnabrasil.org.br
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

Leia Também:  3º Fórum Planeta Campo 2023 será quinta em São Paulo

INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

Leia Também:  Governo vai investir R$ 7 milhões no combate a incêndios no pantanal

Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA