AGRONEGÓCIO

CNA apresenta ações em prol da sustentabilidade do café

Brasília (24/05/2022) – Para comemorar o Dia Nacional do Café, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu, em um evento virtual, uma série de questões relacionadas à sustentabilidade da produção no país e as estratégias para ampliar os mercados interno e externo.

No webinar promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café, o diretor executivo da ABIC, Celírio Inácio, falou da importância de compartilhar conhecimento e experiências com o objetivo de ampliar mercados e promover a sustentabilidade do grão à xícara.

O coordenador de Produção Agrícola da CNA, Maciel Silva, destacou como os produtores rurais já utilizam as mais diversas tecnologias para produzir com sustentabilidade. “Os avanços na cafeicultura são resultados da aplicação de tecnologia, do uso da ciência, da pesquisa e da transferência de conhecimento aos produtores”.

Segundo Maciel, os produtores também promovem a sustentabilidade com o uso eficiente de insumos e dos recursos naturais. “Não há dúvidas de que a cafeicultura brasileira é a mais sustentável do mundo”.

Durante sua apresentação, Maciel Silva também falou de uma série de iniciativas do Sistema CNA/Senar para toda a cadeia produtiva.

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Participaram do debate o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), Aguinaldo Lima, o presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Henrique Cambraia, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, o presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, e o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese.

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Confronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica

O cumprimento de uma ordem judicial para a colheita de safra em uma propriedade rural de Feliz Natal (cerca de 510 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, na última sexta-feira (26.06), terminou em um confronto armado que deixou feridos e expôs a fragilidade dos protocolos atuais para a execução de mandados no meio rural.

O produtor rural Maikel Alan Tespesel, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos menores no momento da ocorrência, foi atingido por disparos de arma de fogo. O prestador de serviços contratado pela empresa credora também ficou ferido após ser atingido pela caminhonete do produtor. Ambos estão internados num hospital de Sorriso e passam bem.

O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, coloca em debate o modelo adotado para o cumprimento de decisões judiciais que envolvem ativos agrícolas. A presença de empresas de segurança privada em diligências de alto risco, em vez de um aparato ostensivo das forças de segurança do Estado, é apontada por especialistas como um dos fatores que transformaram uma ação de natureza cível em um episódio de violência física.

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A empresa credora da produção, contratou serviços de terceiros para realizar a colheita autorizada pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o conflito teve início quando houve uma tentativa de bloqueio do veículo do produtor. Os homens contratados pela empresa teriam efetuado disparos contra a caminhonete do produtor rural.

O episódio repercutiu negativamente no setor. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota oficial repudiando a violência e defendendo uma investigação rigorosa. Para a entidade, disputas comerciais e execuções de ordens judiciais precisam observar protocolos estritos de legalidade, sendo inaceitável que o ambiente de produção se torne palco de confrontos que coloquem em risco a vida de produtores e suas famílias.

O incidente em Mato Grosso reforça um pleito antigo do setor agropecuário: a necessidade de garantir que decisões judiciais sejam executadas de forma técnica e segura. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende sistematicamente que o cumprimento de mandados judiciais em áreas rurais ocorra com apoio das forças de segurança pública, evitando que produtores e credores sejam submetidos a situações de risco iminente.

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O episódio reflete um cenário de crescente tensão na zona rural brasileira. Dados do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2025’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apontam a ocorrência de 1.408 episódios de conflito no último ano, atingindo mais de 715 mil pessoas.

Estados como Mato Grosso, Pará e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentram as áreas de maior atrito, onde a expansão da fronteira agrícola e a complexidade na regularização de terras têm transformado disputas comerciais e possessórias em confrontos diretos.

Para a bancada do agronegócio, esses números evidenciam um vácuo de autoridade que exige solução urgente. A FPA sustenta que a insegurança jurídica e a falta de protocolos estaduais eficientes para o cumprimento de mandados judiciais impedem a pacificação no campo, transformando a resolução de litígios — que deveriam ser estritamente técnicos — em cenários de risco iminente para produtores, trabalhadores e seus familiares.

Fonte: Pensar Agro

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