AGRONEGÓCIO
Caminhão da Saúde no Vale do Jequitinhonha
A partir da próxima segunda-feira (7), Itaobim, Rubim, Rio do Prado, Almenara, Salto da Divisa e Jequitinhonha receberão o Programa Saúde Itinerante, do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos. Com um veículo totalmente adaptado, a equipe passa por municípios mineiros oferecendo a produtores e trabalhadores rurais atendimentos para exames preventivos de câncer de colo de útero (Papanicolau) e mamografia para as mulheres e exame de PSA (detecção de câncer de próstata) e consulta com urologista para os homens.
O primeiro município a receber o Caminhão da Saúde é Itaobim, na quadra do Bairro Estação da Luz, onde haverá atendimentos apenas para mulheres. Veja abaixo o itinerário nos municípios do Vale do Jequitinhonha.
“O programa já ajudou no diagnóstico precoce de várias pessoas e, consequentemente, na oportunidade de tratamento e melhoria da qualidade de vida.” – Liziana Rodrigues, gerente de Formação Profissional Rural e Promoção Social do Sistema FAEMG
“O cuidado do Sistema FAEMG com o homem e a mulher do campo está em todas as esferas, da capacitação ao acompanhamento da saúde. O caminhão da saúde é sucesso por onde passa e atenderá a todos com eficiência e acolhimento” – Luiz Rodolfo Antunes Quaresma, gerente regional em Araçuaí
Veja o itinerário do programa:
Itaobim (zona rural)
7 de março
Quadra do Bairro Estação da Luz
Rubim
9 de março
Rua dos Guaranis s/n
Galpão do Sindicato Rural de Rubim
Próximo à Escola Coronel Melvino Ferraz
Rio do Prado
11 de março
Praça Antônio Martins s/n
Almenara (zona rural)
13 de março – Saúde da Mulher
14 de março – Saúde do Homem
Local a confirmar
Salto da Divisa
16 de março
Local a confirmar
Jequitinhonha
18 de março
Local a confirmar
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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