AGRONEGÓCIO
Audiência pública nos Estados Unidos avalia hoje práticas comerciais do Brasil
O governo brasileiro e representantes do setor produtivo participam nesta terça-feira (03.09), em Washington, de audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A sessão integra o processo aberto em julho sob a Seção 301 da lei de comércio norte-americana, que avalia supostas práticas discriminatórias do Brasil em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, etanol e meio ambiente.
Às vésperas do encontro, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e outras entidades reforçaram o pedido de prudência quanto à aplicação da Lei de Reciprocidade, regulamentada na semana passada. Para o setor, uma medida precipitada pode enviar sinais equivocados e dificultar as negociações comerciais, especialmente no atual ambiente de instabilidade global.
Isan Rezende
Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT), alertou para os riscos de precipitação. “Tomar uma decisão de reciprocidade neste momento pode prejudicar justamente quem mais depende das exportações. O que precisamos é de previsibilidade, não de mais incerteza”, afirmou.
Rezende destacou que a falta de coordenação pode enfraquecer a posição brasileira. “É hora de unir governo e setor privado em uma defesa técnica consistente. Se cada lado falar uma linguagem diferente, vamos perder espaço e dar margem para retaliações desnecessárias”, disse.
Ele acrescentou ainda que a estratégia deve ser de longo prazo. “Precisamos mostrar ao mercado internacional que o Brasil é confiável, competitivo e parceiro. A reciprocidade pode até ser um instrumento legítimo, mas só deve ser usada no momento certo e com base em critérios claros. O improviso custa caro”, concluiu.
A audiência desta terça servirá para registrar manifestações orais de setores afetados, que serão avaliadas pela USTR na preparação de seu parecer final. O processo pode resultar em arquivamento, negociações específicas ou na imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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