AGRONEGÓCIO
Arroba do boi gordo se estabiliza e a previsão para o fim de ano é de alta no consumo de carne
O mercado de boi gordo encerrou o mês de outubro com preços estáveis em grande parte do país. Os analistas atribuem essa estabilidade a um equilíbrio entre oferta e demanda.
O mês de outubro representou um período de equilíbrio para o mercado do boi. Uma maior quantidade de animais confinados entrou no mercado, permitindo que os frigoríficos ampliassem suas escalas de abate. Por outro lado, o mercado interno vivenciou um pico de consumo, o que ajudou a sustentar os preços.
Além disso, em termos de volume, o Brasil continuou exportando grandes quantidades de carne bovina no mercado internacional. No entanto, os preços internacionais da carne bovina estão significativamente mais baixos em comparação com o ano anterior.
Os analistas preveem que o mercado do boi gordo deverá permanecer estável até o final do ano, com uma tendência de alta nos preços da arroba. Espera-se que os preços da arroba do boi se mantenham sustentados, pelo menos até meados de dezembro. Após um aumento significativo em setembro, as cotações da arroba estão atualmente em um período de maior estabilidade, com algumas praças registrando uma pressão de baixa.
Mesmo assim, o setor varejista está otimista quanto a um aumento no consumo no início de novembro, impulsionado por uma demanda aquecida e melhores condições para negociações de preços.
A maioria das praças de negociação apresenta preços estáveis. Na região norte de Minas Gerais, a arroba do boi destinada ao mercado interno estava cotada a R$ 218 à vista na segunda-feira (30.10). Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação era de R$ 232,50, mesma faixa de preço registrada nas praças paulistas de Araçatuba e Barretos.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados
Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.
A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.
Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.
As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.
Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.
O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.
Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.
A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.
Serviço
- Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
- Data: 16 de novembro de 2026
- Horário: das 18h às 22h
- Cidade: São Paulo (SP)
Fonte: Pensar Agro
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