AGRONEGÓCIO
Abertas inscrições para programa de capacitação de líderes Agro CEO
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com o Instituto Pecege, está com inscrições abertas para o Agro CEO – Programa de Transformação Estratégica para Agroempresários. As inscrições podem ser feitas pelo site https://agroceo.pecege.com/ até o dia 8 de abril deste ano. A turma 2022/1 inicia no dia 28 de abril e o encerramento será dia 24 de setembro.
O objetivo do Agro CEO é capacitar e preparar os principais atores do setor para as tomadas de decisões e planejamentos dos negócios. “O programa é pioneiro em capacitação de líderes no agro. O Agro CEO busca desenvolver as competências de liderança, oferecendo as habilidades necessárias para os participantes se tornarem líderes empreendedores e visionários”, explica o superintendente do Imea, Cleiton Gauer.
Podem participar tomadores de decisão, conselheiros, executivos, proprietários, fundadores e prováveis sucessores, além de presidentes e gestores de empresas do agronegócio.
O programa é 100% presencial, com carga horária de 96 horas, totalizando 6 módulos, sendo dois encontros por mês (sexta-feira e sábado, das 8h às 18h). Na programação constam palestras, painéis e seminários com consultores, professores e diferentes líderes empresariais. Além de experiências imersivas, discussões, troca de experiências e estudos de casos.
Os encontros serão no Edifício Famato, na Rua Engenheiro Edgard Prado Arze, s/nº – Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá.
As inscrições passarão por uma avaliação interna e, posteriormente, os selecionados serão entrevistados pela Coordenação Acadêmica do Instituto Pecege. Os aprovados receberão um e-mail com o link para a realização da matrícula no Sistema Acadêmico do Pecege. Os participantes receberão no final do programa o certificado credenciado pelo Pecege.
Dúvidas e informações pelo e-mail: [email protected]
Confira os módulos:
Módulo 1:
• O CEO no comando da empresa
• O contexto econômico, político e social do agronegócio – panorama interno
• Geopolítica e Cenários Estratégicos para o Agronegócio brasileiro – panorama externo
Módulo 2:
Organizando a empresa – 27 e 28 de maio
• Elementos balizadores do Controle de Gestão para impactar positivamente todas as dimensões da organização
• Liderança estratégica e tomada de decisão para empresas familiares no agronegócio: desafios para implementação
• Liderança estratégica e tomada de decisão para empresas de sócios/corporações no agronegócio: desafios para implementação
• Liderança estratégica e tomada de decisão para cooperativas no agronegócio: desafios para implementação
Módulo 3:
Comércio e mercados globais – 24 e 25 de junho
• Tendências da demanda global por alimentos e cenários estratégicos do comércio global em commodities
• Impacto da geopolítica no agronegócio brasileiro (trade wars e political shifts)
• A questão ambiental como alimento do protecionismo que prejudica o Brasil & Algumas soluções inovadoras
Módulo 4:
Inovações disruptivas – 29 e 30 de julho
• Tecnologia, inovações (business intelligence, data mining and decision making; bio & nano tech, iot, ia) e suas consequências, rastreamento e block-chain
• Condução de modelos de inovação na transformação digital dos negócios. Como participar da organização e financiamento de start-ups
• Painel empreendedorismo e start-ups
Módulo 5:
Estratégias vencedoras – 26 e 27 de agosto
• Organização empresarial e governança; empresa familiar; sucessão na empresa familiar e profissionalização
• Pensando e garantindo o futuro da empresa e estratégias de liderança, performance e comunicação: engajamento, agregação e compromisso de equipe
• Construir o sistema operacional de gestão para impactar positivamente todas as dimensões da organização
Módulo 6:
Avaliação e controle do negócio – 23 e 24 setembro
• Financiando as empresas e buscando fontes de capital: investimentos e sua diversificação; gestão do patrimônio
• Infraestrutura como gargalo de estrangulamento do desenvolvimento: principais desafios para o agronegócio
• Governança e Competitividade do negócio
AGRONEGÓCIO
Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.
Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.
“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.
Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.
As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.
Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.
Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.
A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.
No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.
A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.
Fonte: Pensar Agro
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