AGRONEGÓCIO
35 mil propriedades rurais de São Paulo ganharam CEP
O Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, concretizou o cadastro de cerca de 35 mil propriedades rurais no programa Rotas Rurais durante o ano de 2023.
Esse esforço resultou na inclusão de aproximadamente 3 mil quilômetros de estradas, uma extensão similar à distância entre a capital paulista e a cidade de Santiago, no Chile.
O cadastramento do CEP das propriedades visa proporcionar inúmeros benefícios aos trabalhadores rurais, desde acesso à saúde até aprimoramento da segurança.
O programa, pioneiro no Brasil e desenvolvido pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), busca fornecer mais mobilidade e, por consequência, aumentar a competitividade dos produtores paulistas.
Além do cadastro de endereços, a plataforma disponibiliza mapas logísticos e roteadores interativos para localizar rotas de acesso às propriedades. Essa ação visa promover mobilidade, conectividade e segurança, impactando positivamente na eficiência de políticas públicas e transformação social.
O Endereço Rural Digital, atuando como um CEP rural personalizado, utiliza uma ferramenta do Google para localizar a entrada de cada propriedade ou estabelecimento rural. Isso permite que os proprietários gerem códigos precisos de localização, podendo ser compartilhados por meio de aplicativos de navegação, como Waze e Google Maps.
Desde sua implementação, o programa mapeou 57 mil quilômetros de vias e cadastrou endereços de mais da metade das 415 mil propriedades rurais em São Paulo, simplificando sua localização. Estima-se que aproximadamente 2 milhões de residentes da zona rural tenham sido beneficiados pelo programa até o momento.
Com a assessoria do Governo de São Paulo
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre
As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.
Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.
O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.
A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.
No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.
Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.
O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.
Fonte: Pensar Agro
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