LAZER E RESPONSABILIDADE

Max Russi defende equilíbrio no uso de emendas para shows em Mato Grosso

Presidente da Assembleia Legislativa destaca importância dos eventos culturais para o lazer e a economia, mas cobra planejamento e responsabilidade na aplicação de recursos públicos

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), defendeu equilíbrio na destinação de emendas parlamentares para a realização de shows e eventos culturais no estado. Segundo ele, as festividades contribuem para movimentar a economia, fortalecer o setor cultural e oferecer opções de lazer à população, mas exigem planejamento para evitar desperdícios de dinheiro público.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Primeira Página, da Rádio Centro América FM, na manhã desta terça-feira (13). Na ocasião, o parlamentar ressaltou que o bem-estar da população depende de diferentes aspectos da vida, incluindo trabalho, lazer e religião.

“O ser humano, e aí nós estamos tendo muitos problemas psicológicos, ele tem que ter um pouquinho de tudo, como lazer, trabalho, religião, ou seja, para conseguir ter um psicológico bom”, afirmou Max Russi.

O deputado também comentou sobre a importância de manter uma rotina equilibrada e destacou que atividades de lazer contribuem para uma melhor qualidade de vida.

Uso de recursos públicos exige planejamento

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A discussão ocorre em meio aos debates sobre os altos cachês pagos a artistas de projeção nacional em eventos financiados com recursos públicos. A contratação dessas atrações frequentemente gera repercussão e divide opiniões sobre a aplicação das verbas destinadas às festividades.

Diante desse cenário, Max Russi reconheceu a importância de avaliar os investimentos com critérios, considerando os custos e os benefícios para a população. O parlamentar defendeu que a realização de eventos culturais seja incentivada, desde que acompanhada de responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Festas populares ampliam acesso à cultura

Max Russi também chamou a atenção para o papel social das festas populares, especialmente para pessoas que não têm condições financeiras de pagar ingressos para grandes apresentações.

Segundo o deputado, os eventos gratuitos democratizam o acesso à cultura e permitem que a população acompanhe artistas que, em outras circunstâncias, só conseguiria assistir pela televisão ou pelas redes sociais.

“O evento é cultura, você dá condição a uma pessoa que tem um sonho de assistir a um show do Gusttavo Lima, mas não consegue pagar 300, 200 reais, 400 reais para ir a um evento privado assistir. Às vezes, numa festa, ele tem essa oportunidade”, declarou.

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A fala do presidente da ALMT reforça o debate sobre a destinação de emendas parlamentares para eventos culturais em Mato Grosso, colocando em pauta a necessidade de conciliar o acesso da população ao lazer com a transparência, o planejamento e a eficiência na utilização do dinheiro público.

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POLÍTICA MT

CPI da Saúde aprofunda apuração sobre pagamentos indenizatórios e prevê novas oitivas

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) deu continuidade, nesta quarta-feira (14), à apuração de procedimentos administrativos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). A reunião ouviu o ex-secretário Gilberto Figueiredo, que respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre pagamentos indenizatórios, reconhecimento de dívidas e recomendações dos órgãos de controle. O atual secretário, Juliano Silva Melo, não compareceu à oitiva.

Entre os principais pontos debatidos estiveram os valores pagos por indenização, a continuidade desse tipo de despesa após a fase mais crítica da pandemia de Covid-19 e os procedimentos adotados pela Secretaria diante das orientações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Após a reunião, o deputado Wilson Santos afirmou que as respostas do ex-secretário reforçaram a necessidade de esclarecer os pagamentos indenizatórios, que, segundo ele, ultrapassaram R$ 1,1 bilhão. O parlamentar também questionou o crescimento dessas despesas no período posterior à fase mais crítica da pandemia e citou pagamentos superiores a R$ 140 milhões ao Hospital Israelita Albert Einstein, sobre os quais considera necessário obter explicações.

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Em entrevista, Gilberto Figueiredo defendeu os procedimentos adotados durante sua gestão. Segundo ele, pagamentos indenizatórios já eram utilizados na administração estadual e, na área da Saúde, podem ocorrer em situações nas quais a aquisição de um medicamento ou serviço é necessária para garantir o atendimento de pacientes. O ex-secretário também afirmou que suas decisões consideravam as necessidades da assistência pública e que não manteve acordos ilícitos com empresas.

Foto: Helder Faria

A oitiva também abordou o cumprimento das recomendações dos órgãos de controle e a responsabilidade pelas decisões administrativas. Figueiredo declarou que, em determinadas situações, considerou necessário ponderar as orientações recebidas diante das necessidades dos pacientes. Já Wilson Santos avaliou que persistem dúvidas sobre os procedimentos e os valores envolvidos, que deverão ser considerados no andamento da investigação.

Comissão prevê novos encaminhamentos – A ausência do atual secretário de Saúde também esteve entre os assuntos tratados após a reunião. Wilson Santos informou que seria encaminhado pedido ao desembargador Marcos Machado para buscar a determinação judicial do comparecimento de Juliano Silva Melo, após sucessivos adiamentos. O deputado afirmou ainda que a CPI pretende ouvir outros agentes públicos, conforme a avaliação dos depoimentos e documentos reunidos.

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A comissão segue com a análise dos procedimentos investigados e a programação de novas oitivas. O prazo de funcionamento foi prorrogado, com previsão de encerramento dos trabalhos em janeiro de 2027.

Participaram da reunião os deputados Chico Guarnieri (PRD), vice-presidente da CPI; Beto Dois a Um (União), relator; e Dilmar Dal Bosco (União), membro titular.

Fonte: ALMT – MT

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