NACIONAL

Educação amplia articulação com outras políticas públicas

Publicados

em

O Ministério da Educação (MEC), com apoio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase), irá desenvolver uma série de fascículos sobre Práticas Intersetoriais com a Educação, destinada à troca de conhecimentos e experiências entre gestores, educadores e demais atores envolvidos na implementação das políticas educacionais.

A intersetorialidade consiste na atuação conjunta de diferentes áreas do poder público diante de situações que envolvem mais de uma política pública. Na educação, isso significa articular setores como educação, saúde, assistência social, cultura, esporte, transporte e outras áreas para enfrentar desafios que ultrapassam os limites da escola e garantir condições para o acesso, a permanência e a aprendizagem dos estudantes.

A proposta ganha destaque no novo Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036, que estabelece a intersetorialidade como uma de suas diretrizes estruturantes. A ideia é que as políticas públicas sejam planejadas e executadas de forma articulada, considerando as necessidades dos estudantes e as características de cada território.

“Mais do que uma articulação das políticas educacionais com as demais políticas sociais, a intersetorialidade aparece como uma condição para que o direito à educação se efetive em cada contexto”, destaca Gesuína de Fátima Elias Leclerc, coordenadora-geral de Articulação Intersetorial da Sase.

Na prática, essa atuação conjunta pode ocorrer em diferentes situações. Um estudante que deixou de frequentar a escola, por exemplo, pode precisar de ações que envolvam, além da educação, assistência social, saúde e rede de proteção à infância e à adolescência. Da mesma forma, iniciativas relacionadas à cultura, ao esporte, ao meio ambiente e aos direitos humanos podem contribuir para ampliar as oportunidades educativas.

Objetivos – A diretriz está presente em diferentes etapas e modalidades da educação básica, da educação infantil à educação de jovens e adultos (EJA), incluindo a educação escolar indígena, quilombola e do campo. O objetivo é promover respostas mais articuladas aos desafios educacionais, com a participação de diferentes setores governamentais e a integração com os territórios e as comunidades.

Leia Também:  Pesquisa do Ministério de Portos e Aeroportos quer ouvir passageiros para tornar a aviação mais acessível

Entre as medidas previstas estão a integração de bases de dados governamentais, a busca ativa de estudantes fora da escola, o fortalecimento das redes de proteção à infância e à adolescência, a promoção da cultura de paz no ambiente escolar e o desenvolvimento de políticas voltadas à permanência e à aprendizagem dos estudantes.

Segundo Gesuína, a efetivação da intersetorialidade depende do fortalecimento da gestão democrática, da cooperação entre os entes federativos e da integração dos sistemas de informação. A descontinuidade de políticas públicas e a necessidade de mecanismos permanentes de articulação também estão entre os desafios para a implementação da diretriz.

A coordenadora explica que a intersetorialidade está relacionada a três grandes eixos ao longo do plano: acesso e permanência dos estudantes na escola; ampliação de oportunidades educativas ligadas às ciências, culturas, esportes, meio ambiente, direitos humanos e tecnologia; e proteção social da infância e da adolescência.

A diretriz reforça, assim, a compreensão de que garantir o direito à educação também depende do acesso a outros direitos sociais e da atuação coordenada do poder público, das comunidades escolares, das famílias e da sociedade.

Confira as ações intersetoriais no país aqui.

Intersetorialidade – Presente em oito objetivos do PNE, a intersetorialidade será aplicada em diferentes áreas da política educacional:

Educação infantil: articulação entre educação, saúde, assistência social, esporte e cultura para o desenvolvimento integral das crianças, com integração de sistemas de dados para monitoramento e proteção social.

  • Ensino fundamental e médio: busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola em parceria com assistência social, saúde e proteção à infância; prevenção à evasão motivada por discriminação; criação de redes de proteção intersetoriais; e desenvolvimento de ações de combate à violência no ambiente escolar e de promoção da cultura de paz.
  • Educação em tempo integral: execução de diretrizes operacionais nacionais com monitoramento e avaliação; construção de currículo com abordagem multidisciplinar e intersetorial; e fortalecimento do esporte educacional e da educação física de forma articulada às demais áreas do conhecimento.
  • Sustentabilidade socioambiental: desenvolvimento de ações intersetoriais voltadas às comunidades escolares e implementação de medidas de prevenção, mitigação e adaptação às mudanças do clima no ambiente escolar.
  • Educação escolar indígena, do campo e quilombola: articulação entre direitos humanos, saúde, meio ambiente, cultura, juventude, desenvolvimento social e agrário, comunicações e energia, considerando as características socioculturais e territoriais de cada comunidade.
  • Educação de jovens e adultos: levantamento e busca ativa de jovens, adultos e idosos sem educação básica concluída, de forma regular e intersetorial, considerando as necessidades educativas dos estudantes e as características das comunidades locais.
  • Profissionais da Educação: desenvolvimento de política intersetorial voltada à redução do absenteísmo e à promoção da saúde física, mental e emocional de docentes e funcionários, com ações relacionadas ao adoecimento, à violência, ao assédio, ao preconceito, à discriminação e ao desrespeito.
  • Gestão Democrática: implementação, nos diferentes territórios, especialmente em terras indígenas, quilombolas, do campo, das águas e das florestas e nas periferias urbanas, de políticas públicas intersetoriais que promovam escuta, inclusão e equidade na garantia do direito à educação.
Leia Também:  Fórum internacional vai debater o legado da Copa Feminina de 2027 para o turismo e as mulheres

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase)

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

NACIONAL

Cursinhos populares apoiam preparação de estudantes para o Enem

Publicados

em

A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entra na reta final. Faltando 34 dias para o primeiro dia de provas, estudantes de todo o país intensificam a rotina de estudos com apoio de cursinhos populares que oferecem aulas, orientação e acompanhamento psicossocial ao longo da preparação.

Em 2026, a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) contempla 1.535 cursinhos e beneficia mais de 58 mil estudantes, além de contar com mais de 21.000 educadores envolvidos nas atividades. A iniciativa oferece suporte técnico e financeiro a cursinhos populares e comunitários que atuam na preparação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica para o ingresso na educação superior, especialmente por meio do Enem.

A rede contempla iniciativas voltadas prioritariamente a estudantes que cursaram a educação básica em escolas públicas, com atenção a pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O apoio inclui auxílio-permanência para estudantes, recursos para educadores e profissionais de apoio, além da aquisição de materiais necessários às atividades dos cursinhos.

Mais do que promover a revisão de conteúdos, os cursinhos populares funcionam como espaços de acompanhamento pedagógico na preparação para o exame. As orientações da CPOP são voltadas à organização de processos formativos que atendem às exigências do Enem e oferecem suporte aos estudantes, do período pré ao pós-Enem, com orientações sobre o acesso à educação superior, especialmente por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Leia Também:  Fies 2025: inscrições para o 2º semestre terminam nesta sexta (18)

Reta final – O Enem 2026 será aplicado em dois domingos, nos dias 8 e 15 de novembro. No primeiro dia, os participantes farão as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Redação, com duração de 5 horas e 30 minutos. No segundo, serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, com duração de 5 horas.

Nesta etapa, a preparação pode incluir revisão dos conteúdos, resolução de questões e exercícios de redação, além da organização da rotina de estudos. Para quem está inscrito, também é importante acompanhar as orientações oficiais sobre os dias de prova e verificar previamente o local de aplicação.

As notas do Enem podem ser utilizadas em processos de acesso à educação superior, como no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e no Programa Universidade para Todos (Prouni). O resultado também pode ser utilizado no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

CPOP – A Rede Nacional de Cursinhos Populares tem entre seus objetivos fortalecer cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários, oferecer orientações específicas para o Enem e ampliar as possibilidades de acesso à educação superior para estudantes que enfrentam barreiras socioeconômicas.

Leia Também:  Do cerrado ao pantanal: Centro-Oeste revela riquezas culturais e ecológicas no Catálogo de Experiências Turísticas do MTur

A iniciativa também busca contribuir para a retomada do interesse dos jovens pelo Enem e para o acesso a cursos de graduação em instituições de educação superior, especialmente entre estudantes de grupos historicamente subrepresentados.

A edição de 2026 foi ampliada ao longo do processo de seleção. Inicialmente, o edital previa 514 iniciativas, número posteriormente ampliado para 858 propostas habilitadas. Com a seleção e a continuidade das iniciativas, a edição alcança, atualmente, 1.535 cursinhos.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA