RETA FINAL — ELEIÇÕES 2026
Candidatos ao Governo estão frente a frente no último debate antes do 1º turno na TV Vila Real
Confronto promovido pelo Grupo Gazeta reúne nesta quinta-feira os seis candidatos ao Palácio Paiaguás, a apenas três dias da votação
Os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso estão frente a frente nesta quinta-feira (1º) no último debate televisionado antes do primeiro turno das eleições de 2026. O confronto é realizado pela TV Vila Real, do Grupo Gazeta de Comunicação, na reta final da campanha. A votação ocorre no próximo domingo, dia 4.
Participam do debate Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL), Natasha Slhessarenko (PSD), Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério Machado (Agir). Segundo a organização, os seis concorrentes ao Palácio Paiaguás foram convidados e confirmaram participação.
O debate está programado para ocorrer das 10h30 às 13h, com transmissão ao vivo pela TV Vila Real, canal 10.1, e pelas plataformas digitais do Grupo Gazeta.
O encontro acontece em um momento decisivo do calendário eleitoral. Na terça-feira (29), candidatos já haviam participado do debate promovido pela TV Centro América. O confronto desta quinta-feira na Vila Real foi programado como o último debate entre os concorrentes ao Governo antes da votação de domingo.
SEIS CANDIDATOS FRENTE A FRENTE
A dinâmica divulgada pelo Grupo Gazeta prevê espaço para que os candidatos apresentem suas propostas e façam questionamentos aos adversários. O debate é mediado pelo jornalista Antônio Carlos Silva, conforme as regras divulgadas pela emissora.
A estrutura permite confrontos diretos entre os postulantes, além da possibilidade de pedidos de direito de resposta. Ao final, os candidatos terão espaço para as considerações de encerramento.
O encontro também representa uma oportunidade para o eleitor comparar, no mesmo ambiente, as propostas apresentadas pelos seis concorrentes para áreas que fazem parte da administração estadual.
Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes, Natasha Slhessarenko, Maurício Coelho, Rafaell Milas e Sargento Laudicério chegam ao debate na reta final de uma campanha que será decidida nas urnas pelos eleitores de Mato Grosso.
Mesmo após o confronto, a campanha continua. Os candidatos ainda poderão cumprir agendas e realizar atividades permitidas pela legislação eleitoral antes da votação de domingo.
A três dias do primeiro turno, o debate da TV Vila Real encerra a sequência de confrontos televisionados entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso e coloca, mais uma vez, os seis concorrentes frente a frente diante do eleitor.
Com informações do Gazeta Digital.
POLÍTICA MT
Wellington diz que vai provar após debate que filho não é dono de empresa e desafia Pivetta a renunciar se acusação não for comprovada
Candidato do PL coloca o próprio mandato em jogo ao negar vínculo do filho com a madeireira SGM, de Colniza, e cobra compromisso semelhante de Pivetta; discussão sobre incentivos fiscais esquenta último debate antes do primeiro turno
O último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso antes do primeiro turno ganhou um capítulo de forte confronto nesta quinta-feira (1º), na TV Vila Real. Wellington Fagundes (PL) colocou publicamente o próprio mandato em jogo ao negar que seu filho seja ou tenha sido proprietário da madeireira SGM, de Colniza, citada por Otaviano Pivetta (Republicanos) durante a discussão sobre incentivos fiscais.
Wellington afirmou que pretende confrontar os documentos relacionados ao caso depois do debate e sustentou que poderá demonstrar que a empresa mencionada pelo adversário não pertence e nunca pertenceu ao filho.
O embate começou quando Wellington voltou a questionar Pivetta sobre a política de incentivos fiscais do Governo de Mato Grosso e perguntou ao adversário se ele sabia diferenciar renúncia fiscal programática de renúncia não programática.
Pivetta não entrou diretamente na diferenciação proposta pelo adversário. Em sua resposta, defendeu a política estadual de incentivos e afirmou que aproximadamente 1,5 mil empresas são beneficiadas pelos programas existentes no Estado.
“O nosso programa de incentivo fiscal, o seu filho, sua família, é beneficiada? Esse programa beneficia 1.500 indústrias”, declarou Pivetta durante o confronto.
O candidato do Republicanos argumentou ainda que a concessão dos incentivos tem como objetivo atrair investimentos, estimular a industrialização, gerar empregos e ampliar a arrecadação.
Segundo Pivetta, a receita proveniente da indústria teria avançado de aproximadamente R$ 3 bilhões, em 2016, para cerca de R$ 10 bilhões atualmente.
“Nós vamos continuar convidando empreendedores do mundo inteiro para vir investir aqui com a gente. Porque a indústria traz emprego, traz prosperidade”, afirmou.
WELLINGTON COLOCA MANDATO EM JOGO
Foi durante a réplica que Wellington concentrou sua resposta em uma acusação específica envolvendo a madeireira SGM, de Colniza.
O candidato do PL negou categoricamente que a empresa pertença ou tenha pertencido ao filho e afirmou que estaria disposto a renunciar caso o adversário consiga provar o contrário.
“O senhor mentiu ontem dizendo que uma empresa madeireira de Colniza, SGM, que recebeu incentivos fiscais, é do meu filho. Eu quero aqui afirmar a toda a população que essa empresa não é e nunca foi do meu filho. E, se for verdade, eu renuncio ao meu mandato”, declarou Wellington.
A declaração elevou a temperatura do debate e transformou a discussão sobre incentivos fiscais em um desafio político direto entre os dois candidatos.
Wellington cobrou então que Pivetta assumisse o mesmo compromisso caso não consiga comprovar a afirmação sobre a SGM.
“Eu quero saber se o candidato agora, se ele estiver mentindo, ele também renuncia ao seu mandato”, questionou.
PIVETTA TENTA MOSTRAR MATERIAL
Ao retomar a palavra, Pivetta levantou um material que pretendia apresentar durante sua resposta.
“Esse aqui é o panfleto que o seu filho tem”, afirmou o governador.
A mediação interrompeu a tentativa e esclareceu que Pivetta poderia mencionar o conteúdo, mas não exibir o material, em razão das regras estabelecidas para o debate. Com isso, o documento não foi mostrado ao público naquele momento.
Depois da intervenção, Pivetta acusou seus adversários de atuarem conjuntamente contra sua candidatura e voltou a usar a expressão “consórcio”.
“Vocês perceberam que é um consórcio dos dois aí, só na briga. Eles não têm assunto para falar, estão desesperados e ficam me agredindo”, afirmou.
Na sequência, Pivetta defendeu que o encontro se concentrasse na apresentação de propostas.
“Foi para isso que eu vim aqui e espero que a gente nesse debate siga esse rumo, proposta”, disse.
SGM E ZOOTEC SÃO PONTOS DISTINTOS
A troca de acusações exige, porém, uma distinção entre duas empresas diferentes mencionadas ao longo da campanha.
A promessa feita por Wellington durante o debate desta quinta-feira foi apresentada especificamente no contexto da SGM, madeireira de Colniza, que Pivetta relacionou ao filho do senador. Wellington nega esse vínculo e condicionou sua promessa de renúncia à comprovação dessa afirmação.
Existe, paralelamente, outra discussão envolvendo a Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários Ltda.
Reportagens publicadas durante a campanha, baseadas em dados de benefícios tributários e registros empresariais, apontaram que a Zootec recebeu aproximadamente R$ 1,08 milhão em benefícios de ICMS entre 2019 e 2025. Também apontaram a presença da João Antônio Fagundes Participações Ltda. no quadro societário da companhia, cujo representante legal é João Antonio Fagundes Neto, filho de Wellington.
O dado se refere a benefício concedido à pessoa jurídica e não, por si só, a um pagamento diretamente realizado ao senador ou ao filho.
Essa controvérsia já havia sido utilizada por Pivetta para confrontar declarações anteriores de Wellington sobre incentivos fiscais relacionados a empresas de sua família.
No debate desta quinta, entretanto, Wellington direcionou sua promessa de renúncia para a acusação específica sobre a propriedade da SGM, de Colniza.
DOCUMENTOS VIRAM O PRÓXIMO CAPÍTULO
Com as declarações feitas diante das câmeras, o embate passa agora para o terreno documental.
Wellington sinalizou que a discussão continuaria depois do debate, diante da imprensa, com o confronto dos documentos que sustentariam as versões apresentadas pelos candidatos.
A documentação é importante para esclarecer separadamente quem integra ou integrou o quadro societário de cada empresa, em quais períodos isso ocorreu, quais pessoas jurídicas receberam incentivos fiscais e qual era exatamente a empresa mencionada em cada uma das declarações feitas durante a campanha.
O assunto ganhou ainda mais peso porque ocorre a poucos dias do primeiro turno, transformando os incentivos fiscais em um dos temas mais explorados na disputa direta entre Wellington e Pivetta.
De um lado, Pivetta sustenta que os programas de incentivos alcançam aproximadamente 1,5 mil empresas e são utilizados para fomentar investimentos, empregos, industrialização e arrecadação.
Do outro, Wellington questiona a condução e a concentração dos benefícios e, principalmente, contesta a acusação de que a SGM, de Colniza, pertença ou tenha pertencido ao filho.
No último debate antes de os eleitores irem às urnas, Wellington colocou o próprio mandato no centro do confronto: afirmou que renuncia caso Pivetta prove a ligação de seu filho com a SGM e desafiou o governador a assumir compromisso semelhante caso não consiga comprovar a acusação.
Agora, depois das declarações feitas ao vivo, a discussão depende dos documentos. O confronto entre as versões apresentadas por Wellington e Pivetta deverá mostrar se a acusação envolvendo especificamente a SGM encontra respaldo nos registros empresariais — ou se prevalece a negativa apresentada pelo candidato do PL diante das câmeras da TV Vila Real.
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