RETA FINAL | MARKETING DIGITAL
Eleitores de Pivetta apostam em inteligência artificial e espalham vídeos sobre “primeiro voo” e “primeiro motorista” – veja o video
Na reta final das eleições de 2026, eleitores do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) intensificou uma estratégia voltada às redes sociais e passou a utilizar a inteligência artificial como ferramenta para produzir vídeos de humor e divulgar mensagens eleitorais em linguagem mais descontraída.
Duas peças divulgadas pela campanha mostram essa nova linha de comunicação. Os vídeos recorrem a recursos de inteligência artificial para criar situações fictícias e personagens em cenários que remetem a ações e acontecimentos relacionados ao Estado.
A proposta é fugir do formato tradicional da propaganda eleitoral e transformar temas administrativos em pequenas histórias produzidas especialmente para o ambiente digital.
PIVETTA PILOTO E GISELA COPILOTO
Um dos vídeos explora o chamado “primeiro voo” e coloca a própria chapa majoritária dentro da história.
Na produção feita com recursos de inteligência artificial, Otaviano Pivetta aparece caracterizado como piloto de avião, sentado no comando da aeronave. Ao seu lado, no posto de copiloto, aparece Gisela Simona, candidata a vice-governadora na chapa.
A montagem transforma Pivetta e Gisela nos protagonistas da peça. Passageiros e situações relacionadas a uma viagem de avião ajudam a construir a narrativa até que a mensagem política seja apresentada.
A imagem de Pivetta como piloto e Gisela como copiloto também cria uma metáfora visual da própria chapa, colocando os dois na cabine e no comando da aeronave criada digitalmente.
A peça aproveita o tema da conectividade aérea para apresentar uma mensagem da campanha em um formato de fácil circulação nas redes sociais.
O “PRIMEIRO MOTORISTA”
A segunda produção segue praticamente a mesma fórmula, mas troca a cabine do avião pelo universo das estradas e dos automóveis.
O vídeo sobre o “primeiro motorista” sobre a pouca experiência administrativa do adversario Wellington Fagundes do PL novamente utiliza inteligência artificial e humor para construir uma situação fictícia e, a partir dela, transmitir a mensagem eleitoral.
Nos dois casos, a tecnologia deixa de ser apenas um efeito visual e passa a fazer parte da própria narrativa da campanha.
Em vez de longos discursos ou de uma sequência convencional de obras e realizações, as peças apostam em personagens, diálogos e situações do cotidiano para tentar prender a atenção de quem está navegando pelas redes sociais.
DISPUTA PELA ATENÇÃO NAS REDES
A estratégia aparece justamente no momento mais decisivo da campanha eleitoral.
Com a aproximação da votação, a disputa política também se transforma em uma batalha pela atenção do eleitor nas redes sociais, onde vídeos curtos, humor e conteúdos de rápido consumo competem diretamente por visualizações e compartilhamentos.
Nesse ambiente, a campanha de Pivetta aposta na inteligência artificial para criar situações que dificilmente poderiam ser produzidas da mesma maneira por meios convencionais.
Pivetta como piloto, Gisela Simona como copiloto e a narrativa do “primeiro motorista” fazem parte dessa tentativa de transformar mensagens eleitorais em entretenimento digital.
As duas produções mostram ainda como a inteligência artificial ganhou espaço na comunicação política de 2026. Ferramentas capazes de criar cenários, personagens e situações fictícias passaram a oferecer às campanhas novas possibilidades de produção audiovisual.
Na reta final, a campanha de Otaviano Pivetta decidiu explorar justamente esse caminho: unir inteligência artificial, humor e referências a ações do Estado para tentar ampliar o alcance de suas mensagens.
Se antes a propaganda eleitoral dependia principalmente de programas de televisão, jingles e discursos, agora parte dessa disputa acontece em poucos segundos na tela de um celular.
E, nos vídeos mais recentes de Pivetta, a inteligência artificial deixou os bastidores da produção para ocupar o centro da estratégia de comunicação da campanha.
Veja o video
POLÍTICA MT
Max Russi reúne apoiadores em Cuiabá e projeta seis cadeiras do Podemos na Assembleia
Em encontro no Parque Amperco, deputado destacou mobilização presencial, força das redes sociais e metas da legenda para as eleições de 2026
O deputado estadual Max Russi (Podemos) realizou, na noite de segunda-feira (28), uma grande reunião no Parque Amperco, em Cuiabá, durante a reta final da campanha eleitoral. O encontro reuniu apoiadores e contou com a participação de lideranças ligadas à região.
Ao avaliar a campanha, Max afirmou que percebe mudanças na maneira como os eleitores acompanham os candidatos. Segundo ele, as redes sociais passaram a ocupar um espaço maior no processo eleitoral, tornando mais desafiadora a realização de grandes mobilizações presenciais.
“Uma eleição nunca é igual à outra. Essa tem uma particularidade um pouco diferente. As pessoas estão participando e acompanhando muito pelas redes sociais. Então, as reuniões, os grandes movimentos, são mais difíceis de fazer”, afirmou.
Apesar disso, o deputado destacou a dimensão do encontro no Parque Amperco e atribuiu parte da mobilização ao trabalho de lideranças locais, entre elas o candidato a suplente ao Senado Elson Ramos.
“Aqui hoje estou fazendo uma reunião gigantesca, porque o Elson nasceu aqui, conhece essa região, conhece muita gente. Por isso, conseguimos fechar uma rua e fazer essa grande reunião”, declarou.
Para os últimos dias de campanha, Max afirmou que pretende combinar as agendas presenciais com a comunicação digital, buscando ampliar o contato com eleitores de diferentes regiões de Mato Grosso.
Expectativa para a Assembleia
Presidente estadual do Podemos, Max também comentou as expectativas do partido para a disputa proporcional. Questionado sobre a composição da próxima Assembleia Legislativa, afirmou trabalhar com a expectativa de eleger seis deputados estaduais.
“Eu acho que seis. A nossa chapa é muito boa, está muito bem dividida e está performando muito bem”, declarou.
Uma eventual bancada de seis parlamentares representaria 25% das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. A projeção, entretanto, é uma expectativa apresentada pelo próprio dirigente partidário, e o resultado dependerá da votação e das regras do sistema proporcional.
Disputa federal
Para a Câmara dos Deputados, Max adotou uma postura mais cautelosa. O Podemos trabalha com a meta de eleger um ou dois representantes federais por Mato Grosso.
“Seria muito ousado, da minha parte, dizer que nós vamos eleger dois. Não é fácil eleger dois. Se der dois, vai ser o melhor resultado do mundo. Seis estaduais e dois federais seria um sonho. Mas, se der um, também vamos comemorar bastante”, afirmou.
A declaração ocorreu durante a reta final da campanha, quando as atividades presenciais e a comunicação pelas redes sociais passaram a ser combinadas pelas candidaturas.
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