IMPOSTO DO AGRO

Pivetta descarta renovar Fethab 2, mas promete manter investimentos

Governador afirma que decisão atende a pedido de produtores e diz que fim da contribuição não deve interromper obras de infraestrutura e habitação

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O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que não pretende renovar o Fethab 2 caso permaneça no cargo por mais quatro anos. A contribuição adicional, criada em 2016 para financiar ações de transporte e habitação, tem vigência prevista até 31 de dezembro de 2026.

Segundo Pivetta, a decisão atende a uma reivindicação do setor produtivo, que vem defendendo o encerramento da cobrança. O governador afirmou que o atual cenário do agronegócio foi considerado na decisão.

“Os produtores pediram para que não seja reeditado o Fethab 2 e eu assumi esse compromisso. O setor vive uma crise muito severa há dois ou três anos. Nós entendemos isso e não vamos reeditar o Fethab 2”, declarou ao programa SBT Comunidade, na quarta-feira (23).

Apesar do fim da contribuição adicional, Pivetta afirmou que pretende manter investimentos em pavimentação, recuperação de rodovias e habitação. Durante encontro com representantes do setor de bioenergia, ele mencionou a intenção de pavimentar cerca de mil quilômetros de rodovias por ano em regiões que ainda não possuem acesso asfaltado, além de buscar alternativas para a manutenção das estradas existentes. 

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O governador também citou investimentos realizados desde 2019 para justificar a aplicação dos recursos arrecadados pelo fundo. Segundo ele, aproximadamente 7 mil quilômetros de rodovias foram executados no período.

“Fizemos 7 mil quilômetros de rodovias em Mato Grosso com recursos do Fethab. A população, e especialmente os produtores que pagam o Fethab, se sentem recompensados por isso”, afirmou.

Na área habitacional, Pivetta declarou que os recursos ajudaram a viabilizar 40 mil moradias e afirmou que, em um eventual novo mandato, pretende ampliar esse número. “Nós viabilizamos 40 mil casas. Construiremos mais 60 mil nesses próximos quatro anos, com recursos do Fethab”, disse.

Criado em 2016, o Fethab 2 estabeleceu uma contribuição adicional sobre determinadas cadeias do agronegócio. Parte do setor produtivo defende o fim da cobrança, argumentando que ela foi criada inicialmente com caráter temporário e acabou sendo prorrogada ao longo dos anos. O governo já havia anunciado em abril que não pretendia reeditar a contribuição após o encerramento da atual vigência. 

Pivetta também relacionou os investimentos em infraestrutura à logística e à atividade econômica de Mato Grosso. Segundo ele, a manutenção e ampliação da malha rodoviária pode contribuir para reduzir custos de produção e melhorar as condições de deslocamento no Estado.

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Além das obras, o governador defendeu uma nova etapa de industrialização de Mato Grosso, com maior processamento da soja e do milho produzidos no próprio Estado. A proposta inclui a expansão do etanol de milho e a implantação de estruturas logísticas para acompanhar o crescimento do setor. 

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POLÍTICA MT

Gisela e Pivetta defendem política voltada ao serviço público e às pessoas

Candidata a vice-governadora afirma que atuação política deve resultar em melhorias na saúde, infraestrutura e qualidade de vida da população

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) se emocionou ao falar sobre sua trajetória e o significado de ocupar atualmente uma posição na disputa majoritária ao lado do candidato ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos). A declaração ocorreu durante uma reunião em Cuiabá que reuniu voluntários do Rotary, Lions Club e presidentes comunitários em uma agenda de apoio à chapa.

Durante o encontro, Gisela relatou que, ao longo da campanha, conversou com meninas de regiões periféricas e famílias de baixa renda que disseram enxergar nela uma representação e também manifestaram o desejo de ocupar espaços de decisão política no futuro.

“Quando estou aqui, onde hoje me encontro, em uma campanha majoritária, candidata a vice, ao lado de Pivetta, sim, eu me emociono. Principalmente, quando meninas da nossa periferia, de baixa renda, me dizem: eu também quero estar aí, você me representa”, afirmou.

A candidata relacionou sua trajetória ao voluntariado. Segundo a publicação, Gisela cresceu em uma família ligada ao Rotary e, ainda criança, acompanhou, em 1990, a posse do pai, Amilton Ribeiro de Souza, conhecido como “Mitu”, na presidência do Rotary Club de Várzea Grande-Cristo Rei.

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Para Gisela, essa experiência contribuiu para sua visão de que a política deve estar associada à prestação de serviços à população. Ela afirmou que decisões políticas têm reflexos diretos em situações cotidianas, como pavimentação de ruas, preço do gás e atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não podemos perder de vista que estamos aqui para servir os outros e não para sermos servidos. A política, para mim, é coisa séria. É um lugar onde os mais simples e as pessoas mais carentes dependem dela para viver”, declarou.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela possui trajetória de mais de duas décadas no Procon e também teve atuação na Câmara dos Deputados em pautas relacionadas ao enfrentamento da violência de gênero. Em agosto, passou a integrar a chapa de Pivetta como candidata a vice-governadora, conforme relatado pela publicação. 

Na área social, Gisela defendeu que uma eventual nova administração seja avaliada não apenas pelos indicadores econômicos, mas também pela capacidade de fazer com que investimentos e desenvolvimento cheguem à população mais vulnerável.

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Ela citou a necessidade de garantir o funcionamento do SUS e a redução das dificuldades enfrentadas por pessoas que não possuem condições financeiras para buscar atendimento particular.

A chapa também apresenta propostas voltadas às mulheres. Segundo o material divulgado, Pivetta e Gisela defendem medidas relacionadas à proteção, oportunidades, autonomia, saúde e dignidade.

No encontro, a candidata ainda afirmou que a população deve observar a trajetória e as propostas dos candidatos antes de definir o voto, especialmente em relação à administração do orçamento público e à definição de prioridades.

“Mato Grosso já demonstrou sua capacidade de produzir, investir e gerar riqueza. O desafio agora é fazer com que essa prosperidade não permaneça restrita aos indicadores econômicos ou aos setores que já conseguem capturá-la, mas alcance também os mais vulneráveis, os municípios, as periferias e as famílias que dependem diretamente da qualidade dos serviços públicos”, diz a manifestação atribuída à chapa. 

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