ELEIÇÕES 2026

Mauro Mendes e Virginia Mendes participam do lançamento da campanha de Zé Gota em Barra do Garças

Carreata está prevista para percorrer as principais vias comerciais da cidade nesta segunda-feira (14), com concentração no Barra Shopping e encerramento no Porto do Baé

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O candidato ao Senado Mauro Mendes e a candidata a deputada federal Virginia Mendes participam, nesta segunda-feira (14), do lançamento da campanha do candidato a deputado estadual Zé Gota, em Barra do Garças. A programação começa às 17h, com uma carreata que vai percorrer as principais vias comerciais da cidade.

A concentração será no estacionamento do Barra Shopping. De lá, a carreata seguirá pela Avenida Ministro João Alberto, passando pelos comércios da Avenida Mato Grosso, até chegar ao Porto do Baé. No local, os candidatos vão conversar com apoiadores e participar de um adesivaço.

A presença de Virginia Mendes em Barra do Garças também marca a retomada de uma agenda social que ela ajudou a construir durante os sete anos e três meses em que atuou voluntariamente no Governo de Mato Grosso. Idealizadora do programa SER Família, Virginia tem atuação reconhecida na área social e mantém uma relação próxima com projetos voltados às famílias em situação de vulnerabilidade.

Somente em Barra do Garças, os investimentos sociais realizados por meio do programa SER Família ultrapassam R$ 34 milhões. Entre as ações está a implantação do SER Família Criança, com uma unidade de atendimento no contraturno escolar com capacidade para atender cerca de mil crianças e adolescentes de Barra do Garças e Pontal do Araguaia.

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Virginia também é madrinha dos povos indígenas e madrinha e embaixadora do Jiu-Jitsu Paradesportivo, projeto que tem sede em Barra do Garças e utiliza o esporte como ferramenta de inclusão e transformação social.

Durante os sete anos e três meses em que esteve à frente do Governo de Mato Grosso, Mauro Mendes também acompanhou a ampliação das políticas públicas voltadas à população, com investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

“Eu tenho um carinho muito especial por Barra do Garças. Cidade, que a gente conseguiu transformar o cuidado com as pessoas em ações concretas. O SER Família nasceu para estar perto de quem mais precisa, e ver esses projetos chegando às crianças, às famílias e às comunidades é motivo de muita alegria”, afirma Virginia Mendes.

A carreata desta segunda-feira marca o início da mobilização de Zé Gota para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A expectativa é reunir apoiadores ao longo do percurso e no encontro no Porto do Baé.

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POLÍTICA MT

TCE alerta para risco de fechamento do CAMPI em Várzea Grande

Dificuldades financeiras interromperam atendimentos e colocam em risco a continuidade da assistência especializada a crianças com autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) alertou para o risco de fechamento do Centro de Atividades Multidisciplinar de Apoio Pedagógico Inclusivo (CAMPI), em Várzea Grande, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela unidade. O espaço é responsável pelo atendimento especializado de centenas de crianças da rede municipal.

O alerta foi feito pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, que esteve no CAMPI nesta segunda-feira (14), acompanhado dos auditores Denisvaldo Mendes Ramos e Sérgio Sales. A visita ocorreu após a unidade suspender os atendimentos na sexta-feira (11), devido a atrasos nos repasses da Prefeitura de Várzea Grande. Os serviços foram retomados na segunda-feira.

Atualmente, o CAMPI atende 348 alunos da rede municipal e conta com uma equipe multiprofissional formada por neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. O contrato mantido com a Prefeitura prevê atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiências múltiplas, TDAH e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

A situação da unidade faz parte de uma auditoria mais ampla realizada pelo TCE sobre o atendimento oferecido a crianças autistas e neurodivergentes em Mato Grosso. O levantamento, conduzido pela Comissão de Políticas Públicas do Tribunal, ouviu quase 200 famílias de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Sorriso, Rondonópolis e Cáceres.

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Entre os dados levantados, 90,3% das famílias entrevistadas afirmaram já ter enfrentado interrupções no tratamento. Em aproximadamente metade desses casos, os responsáveis precisaram recorrer à Justiça para tentar garantir a continuidade da assistência.

O transporte também aparece como um dos principais obstáculos. Segundo o levantamento, 80% das famílias disseram já ter deixado de levar os filhos ao tratamento por falta de dinheiro para o deslocamento. Outros 71% afirmaram que a distância até os locais de atendimento prejudica o acompanhamento.

A pesquisa também revelou preocupação das famílias com o futuro das crianças. Ao todo, 97,2% dos entrevistados disseram não saber onde os filhos serão atendidos depois dos 14 anos, evidenciando uma lacuna na continuidade da assistência especializada.

Em Várzea Grande, o TCE identificou ainda uma diferença significativa nos números relacionados às crianças com autismo. Dados do Ministério da Educação apontavam 1.211 crianças no município, enquanto levantamento mais recente da Prefeitura indicava aproximadamente 2,3 mil.

A falta de atendimento adequado também contribui para o aumento da judicialização. Conforme dados apresentados pelo presidente do TCE, somente em Rondonópolis, ações judiciais relacionadas a tratamentos para pessoas com autismo representam um custo anual estimado entre R$ 16 milhões e R$ 18 milhões.

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Em todo Mato Grosso, demandas judiciais relacionadas à reabilitação infantil movimentaram aproximadamente R$ 32 milhões entre 2024 e 2025.

A auditoria do TCE ainda está em andamento e pretende mapear a estrutura disponível nos municípios, identificar falhas na prestação dos serviços e cobrar medidas para garantir a continuidade do atendimento às crianças e às famílias.

Diante desse cenário, a situação do CAMPI em Várzea Grande passa a ser tratada como parte de um problema mais amplo na rede de atendimento especializado do Estado, com impacto direto na rotina das famílias que dependem desses serviços.

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