INIMIGOS POLÍTICOS

Mauro alerta Taques de agir por ‘ódio’ e diz que adversário entrou na eleição para tentar destruí-lo

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Ex-governador atribui ao rival denúncia que teria dado origem à Operação Heritage, critica atuação do adversário e afirma estar tranquilo com investigação da Polícia Federal sobre acordo de R$ 308 milhões com a Oi

A disputa eleitoral em Mato Grosso ganhou mais um capítulo de forte confronto entre dois ex-governadores. Candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil) disparou contra o também ex-governador Pedro Taques (PSB) e afirmou que o adversário estaria fazendo política movido por “ódio, rancor e dor de cotovelo”.

As declarações foram feitas nesta quarta-feira (19), durante sabatina na Rádio Verde FM, ao comentar a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal e que investiga questões relacionadas ao acordo de aproximadamente R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telecomunicações Oi.

Mauro atribui a Pedro Taques a autoria da denúncia que teria provocado os questionamentos posteriormente investigados e sustenta que o adversário utiliza o caso como instrumento político em pleno período eleitoral.

“Pedro Taques está com ódio. Ele está nessa eleição não para ganhar, porque sabe que não ganha. Está lá para tentar me destruir. Ele faz política pelo ódio, pelo rancor e pela dor de cotovelo”, disparou Mauro.

A fala expõe de vez o clima de enfrentamento entre os dois ex-governadores e joga a Operação Heritage para o centro da disputa política pelo Senado.

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DENÚNCIA E OPERAÇÃO HERITAGE

Deflagrada pela Polícia Federal no início de agosto, a Operação Heritage investiga suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi durante a administração de Mauro Mendes.

Entre as medidas determinadas judicialmente no curso da investigação esteve a apreensão dos passaportes de Mauro Mendes, da esposa e dos filhos do casal.

Mauro nega irregularidades e sustenta que o acordo passou pela análise de diferentes órgãos e instituições de controle antes de ser concluído.

Ao comentar a origem das suspeitas, o ex-governador voltou a atacar Taques e classificou como falsas as alegações jurídicas que, segundo ele, constariam da denúncia apresentada pelo adversário.

“Pegaram a denúncia feita por um adversário nosso, com um monte de mentiras jurídicas. Qualquer estagiário de Direito consegue entender que não é como ele escreveu”, afirmou.

“PODE INVESTIGAR”

Apesar das críticas à origem da denúncia e às consequências políticas da operação, Mauro Mendes afirmou não temer o aprofundamento das investigações e declarou confiar na Polícia Federal.

Segundo ele, o acordo passou por avaliações de instituições como o Ministério Público de Contas (MPC), Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

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“Temos instituições dizendo que está tudo certo e a Polícia Federal dizendo que vai investigar. Está bom, pode investigar”, declarou.

Mauro também tem questionado a apreensão dos passaportes e sustenta que a medida acabou produzindo forte repercussão política justamente durante o período eleitoral.

RIVALIDADE VAI PARA O CENTRO DA CAMPANHA

As declarações colocam a antiga rivalidade entre Mauro Mendes e Pedro Taques novamente no centro da política mato-grossense, desta vez em meio à disputa eleitoral e à investigação conduzida pela Polícia Federal.

De um lado, Mauro afirma que o adversário estaria utilizando denúncias para tentar desgastá-lo eleitoralmente. De outro, existe uma investigação formal em andamento para apurar as circunstâncias do acordo milionário celebrado com a Oi.

Com a campanha avançando, o embate entre os dois ex-governadores tende a ganhar ainda mais espaço no debate político, principalmente porque a Operação Heritage passou a integrar diretamente a troca de acusações entre adversários.

As acusações contra Pedro Taques reproduzidas nesta matéria são declarações de Mauro Mendes. A investigação da Polícia Federal permanece em andamento, e sua existência, por si só, não representa conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados.

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POLÍTICA MT

Deputados avaliam resultados das eleições e projetam trabalhos

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Entre vencedores e derrotados nas urnas, deputados estaduais analisaram o desempenho eleitoral e também falaram sobre os trabalhos previstos para os últimos meses da atual legislatura. O balanço foi feito nesta quarta-feira (07), dia de sessão plenária na Assembleia Legislativa.

Um dos parlamentares que não conseguiu renovar o mandato foi Júlio Campos. Ele já ocupou cargos de senador, governador, deputado federal, conselheiro do Tribunal de Contas e atribuiu o resultado, entre outros fatores, à organização partidária durante a disputa.

Em situação diferente, o deputado Diego Guimarães garantiu mais quatro anos na Assembleia Legislativa. Com 40.482 votos, ele conseguiu a reeleição e terminou a disputa como o candidato mais votado do Republicanos para deputado estadual.

Também reeleito, o deputado Carlos Avallone (PSDB) retornou ao plenário destacando que, apesar do encerramento das eleições, a atual legislatura ainda tem uma agenda importante pela frente.

Entre as prioridades apontadas pelo parlamentar estão as discussões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027. Segundo Avallone, as peças orçamentárias precisarão ser analisadas detalhadamente pelos deputados, especialmente diante da previsão de redução de recursos destinados a áreas consideradas essenciais.

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Autor: Adão de Oliveira

Ouça matéria completa no áudio abaixo.

Fonte: ALMT – MT

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