DECISÃO DO TRE

Pedro Taques é condenado quatro vezes por patrocinar mentiras contra Mauro

Tribunal julgou quatro ações e, por unanimidade, manteve a retirada dos conteúdos e aplicou multa de R$ 15 mil em cada processo

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) condenou o advogado Pedro Taques por patrocinar nas redes sociais mentiras contra o candidato ao Senado, Mauro Mendes. O julgamento ocorreu na tarde de quinta-feira (13.08).

Taques foi condenado nas quatro representações relacionadas a conteúdos publicados e impulsionados nas redes sociais. Em cada uma das ações, foi aplicada multa de R$ 15 mil, totalizando R$ 60 mil. Os processos foram relatados pelo juiz Pérsio Oliveira Landim.

As representações questionaram vídeos e publicações que faziam acusações contra Mauro Mendes e integrantes de seu grupo político. Pedro Taques atribuía a eles crimes sem qualquer prova ou condenação.

Entre os conteúdos estavam afirmações sobre supostos crimes, desvios de recursos públicos, corrupção e até associação a facção criminosa, além de previsões de que Mauro Mendes e familiares seriam presos.

Durante a sustentação oral, o advogado da Federação União Progressista Rodrigo Cyrineu, defendeu que as ações não se tratava de impedir críticas a um agente público, mas de evitar que acusações graves fossem apresentadas como fatos comprovados. Segundo ele, os conteúdos chegaram a mais de um milhão de pessoas por meio do impulsionamento pago.

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O Ministério Público Eleitoral se posicionou pela procedência das quatro ações. O procurador defendeu que o impulsionamento pago de conteúdo negativo ou difamatório contra adversários políticos é proibido pela legislação eleitoral. Também considerou que a repetição da conduta justificava multas acima do mínimo previsto.

No voto, Pérsio Landim destacou que o impulsionamento pago de conteúdo político na internet tem regras específicas e não pode ser utilizado para ampliar artificialmente ataques contra adversários. Para o relator, a irregularidade existe independentemente de se discutir, naquele ponto, se as acusações feitas nos vídeos eram verdadeiras ou falsas.

“Não se admite o impulsionamento de conteúdo negativo contra adversário político”, afirmou o relator ao tratar dos limites impostos pela legislação eleitoral.

O entendimento foi acompanhado pelos demais integrantes da Corte, que destacaram os limites entre a liberdade de expressão e acusações criminais feitas contra pessoas que disputam eleições.

Durante o julgamento, os magistrados fizeram uma distinção entre divulgar operações policiais de transformar uma investigação ou suspeita em uma afirmação definitiva de que alguém cometeu um crime, principalmente quando não há condenação ou acusação formal do Ministério Público.

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Com a decisão, o TRE-MT tornou definitiva a determinação para retirada dos vídeos questionados.

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POLÍTICA MT

Vídeo apócrifo que circula na rede contrapõe discurso de Natasha e aproximação com Emanuel Pinheiro 

Material que circula em grupos de WhatsApp confronta declaração em que candidata afirma que não “passaria a mão” em ninguém com imagens de aproximação e pedido de apoio ao ex-prefeito de Cuiabá

Um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp passou a ser utilizado no embate eleitoral em Mato Grosso ao confrontar declarações e imagens da candidata ao Governo do Estado Natasha Slhessarenko (PSD) sobre sua relação política com o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, seu correligionário.

O material, em formato de montagem, recupera inicialmente uma entrevista na qual Natasha defende uma postura de independência e afirma que não iria “passar a mão” em ninguém. A fala é apresentada pelos responsáveis pelo vídeo como uma referência à relação da candidata com Emanuel e como demonstração de um discurso de renovação política.

Na sequência, a montagem apresenta outro momento, no qual Natasha aparece próxima e abraçada com Emanuel Pinheiro. No registro, a candidata demonstra cordialidade e pede o apoio do ex-prefeito, afirmando: “conto com você, conto com o seu apoio”.

É justamente a contraposição entre os dois episódios que sustenta a mensagem do vídeo.

Quem compartilha o material procura questionar o discurso de renovação apresentado pela candidata, argumentando que, apesar de buscar representar uma alternativa às forças políticas tradicionais, Natasha mantém proximidade com Emanuel, que administrou Cuiabá por dois mandatos e pertence ao mesmo partido da candidata.

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A montagem tenta, dessa forma, estabelecer uma contradição entre o discurso de independência adotado por Natasha e a busca pelo apoio político do ex-prefeito.

O vídeo, no entanto, deve ser analisado dentro do contexto da disputa eleitoral. A edição reúne momentos distintos para defender determinada interpretação política. As imagens comprovam a existência do encontro e da manifestação de apoio registrada, mas, por si só, não permitem concluir a existência de qualquer acordo além da aproximação política exibida.

Além disso, Natasha e Emanuel são filiados ao PSD, o que naturalmente coloca ambos dentro de uma mesma estrutura partidária e torna possíveis encontros e articulações durante a campanha.

Ainda assim, o episódio abre espaço para um questionamento que deverá ser explorado pelos adversários: até que ponto Natasha conseguirá sustentar uma candidatura identificada com o “novo” enquanto divide espaço político e busca apoio de lideranças que já ocuparam posições de destaque no cenário estadual e municipal.

Com a campanha avançando, vídeos como esse mostram que a disputa pelo Governo de Mato Grosso não ficará restrita aos palanques. Nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, declarações, encontros e imagens dos candidatos passam a ser recuperados, editados e confrontados, transformando-se em instrumentos da guerra de narrativas da eleição de 2026.

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Veja o video 

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