CONVENÇÃO PARTIDÁRIA

Jayme Campos evita projetar votação e diz que vontade do União Brasil prevalecerá sobre alianças

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Às vésperas da convenção do União Brasil, o senador Jaime Campos adotou um discurso de cautela ao ser questionado sobre a expectativa de votos que poderá receber durante a definição dos rumos da legenda para as eleições de 2026. Sem fazer qualquer projeção, o parlamentar afirmou que confia na democracia interna do partido e no direito de cada convencional de manifestar livremente sua posição.

Segundo Jayme, a convenção representa um momento de fortalecimento da democracia partidária e deve ser conduzida com respeito aos filiados e às decisões coletivas. O senador ressaltou que acredita no processo democrático e que o resultado será fruto da manifestação legítima dos correligionários.

“Acredito na democracia, no direito ao voto e no respeito aos correligionários. A vontade do partido deve ser respeitada”, afirmou.

Jayme Campos também fez questão de destacar que, em sua avaliação, os interesses do União Brasil devem prevalecer sobre qualquer negociação política. Para ele, a legenda precisa definir seus próprios rumos antes de discutir eventuais composições eleitorais.

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“Acima de qualquer interesse de coligação ou de qualquer outra circunstância, está o interesse do partido. A vontade partidária vem em primeiro lugar e deve ser respeitada por todos”, declarou.

O senador evitou comentar números ou fazer previsões sobre o desempenho na convenção, afirmando que cabe aos convencionais decidir o futuro da sigla de forma livre e soberana. Segundo ele, o processo interno fortalece o partido e demonstra maturidade política.

A convenção do União Brasil é aguardada com grande expectativa por reunir as principais lideranças da legenda em Mato Grosso e deverá definir os próximos passos da sigla para as eleições de 2026. A manifestação de Jayme Campos reforça o discurso de valorização da democracia interna, da autonomia partidária e do respeito às decisões tomadas pelos filiados.

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Pivetta responde a Fagundes com pesquisa, enquanto Natasha aposta em segurança; veja o que cada candidato levou ao programa

Propagandas desta sexta-feira (18) destacaram pesquisa eleitoral, incentivos fiscais, segurança pública e ações sociais na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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O horário eleitoral desta sexta-feira (18) apresentou estratégias diferentes dos três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso. Otaviano Pivetta (Republicanos) respondeu a uma crítica de Wellington Fagundes (PL) utilizando números de uma pesquisa eleitoral, enquanto o senador voltou a abordar a política de incentivos fiscais. Já Natasha Slhessarenko (PSD) concentrou a propaganda em propostas para segurança pública e abriu espaço para o candidato a vice-governador, Diogo Botelho (PDT).

Pivetta utilizou parte do programa para apresentar ações atribuídas à atual gestão estadual nas áreas social, educacional e de saúde. A propaganda destacou o Programa Ser Família Criança, apresentado como uma iniciativa voltada a famílias em situação de vulnerabilidade.

O programa exibiu o relato de uma mãe de uma criança autista não verbal, que falou sobre mudanças na alimentação, comunicação e participação do filho em atividades como futebol, natação e capoeira. Ela também mencionou acompanhamento de profissionais como nutricionista e psicóloga.

Na propaganda, Pivetta afirmou que Mato Grosso teria avançado da 22ª para a 6ª posição entre os estados brasileiros em educação e citou a previsão de construção de mais de 60 escolas, além da entrega do Hospital Central. Segundo a campanha, o Ser Família Criança já alcançou 37 mil famílias e a proposta é ampliar a iniciativa para outros públicos em situação de vulnerabilidade.

PESQUISA NO CENTRO DA RESPOSTA

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O candidato do Republicanos também respondeu a uma crítica feita por Wellington Fagundes sobre pesquisas eleitorais. No programa, Pivetta apresentou números atribuídos à Paraná Pesquisas para sustentar sua resposta.

O levantamento divulgado nesta sexta-feira (18) ouviu 1.352 eleitores em 50 municípios de Mato Grosso entre os dias 15 e 17 de setembro. Na pesquisa estimulada, Pivetta aparece com 42,4%, Wellington com 29,6% e Natasha com 13,5%. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. 

Os números apresentados no programa eleitoral, porém, são diferentes dos dados do levantamento divulgado nesta sexta-feira: a propaganda citada nas imagens afirma que Pivetta teria passado de 39% para 40%, enquanto outro candidato apareceria com 35%. Já a pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo instituto registra 42,4% para Pivetta e 29,6% para Wellington. 

WELLINGTON FALA SOBRE INCENTIVOS

Wellington Fagundes direcionou sua propaganda para a política de incentivos fiscais concedidos a empresas. O senador questionou os benefícios destinados a grandes grupos e afirmou que 30 empresas teriam recebido R$ 15 bilhões em incentivos, perguntando aos eleitores sobre as contrapartidas dessas medidas.

Na parte propositiva, Fagundes defendeu incentivos para atrair novas indústrias para Cuiabá e para municípios do interior, condicionados, segundo seu programa, a contrapartidas consideradas reais.

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O candidato também apresentou propostas envolvendo geração de empregos para jovens, turismo e inovação tecnológica. Sobre o Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), defendeu a utilização dos recursos para obras de infraestrutura e construção de moradias.

A propaganda ainda mostrou referências a ações como entrega de casas e criação da Universidade de Rondonópolis. A ex-prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos (União Brasil) também apareceu manifestando apoio à candidatura.

NATASHA COLOCA SEGURANÇA NO CENTRO

Natasha Slhessarenko adotou a segurança pública como principal tema do programa. A candidata apresentou cenas ambientadas em áreas periféricas e abordou a atuação de facções criminosas e a sensação de insegurança no interior do Estado. 

Entre as propostas apresentadas estão a presença de 8 mil policiais militares nas ruas, instalação de câmeras com reconhecimento facial e fortalecimento do sistema prisional.

A candidata também defendeu medidas para impedir, segundo sua propaganda, que unidades prisionais sejam utilizadas como estruturas de comando por organizações criminosas.

O programa ainda reservou espaço para Diogo Botelho, candidato a vice-governador na chapa, que apresentou propostas relacionadas à segurança.

Com os programas desta sexta-feira, os três candidatos concentraram suas mensagens em áreas distintas: Pivetta destacou ações e programas da atual gestão; Wellington abordou incentivos fiscais, indústria e geração de empregos; e Natasha priorizou segurança pública.

com informações do HNT

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