AUDIÊNCIA DO BRT

Secretário deixa audiência do BRT após relatar risco de infarto e faz críticas ao cenário político do país – veja o video 

Marcelo Padeiro afirmou que estava emocionalmente abalado, relembrou o fracasso do VLT, defendeu mudanças na gestão dos recursos públicos e passou a palavra à equipe técnica para responder aos deputados.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo Padeiro, deixou a audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), após afirmar que não teria condições emocionais de permanecer no debate sobre as obras do BRT. Convocado pela Casa de Leis para prestar esclarecimentos sobre o andamento do projeto, o gestor declarou que poderia até sofrer um infarto caso continuasse na sessão.

Visivelmente emocionado, Padeiro fez um desabafo antes de deixar o plenário. Durante sua fala, relembrou o histórico do antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), iniciado para a Copa do Mundo de 2014 e que acabou paralisado sem a conclusão das obras.

“Quando chegaram os trens teve foguetório na cidade. Foram pagos milhões e milhões de reais e os trens ficaram parados por dez anos sem um trilho assentado. Naquela época ninguém falou nada”, afirmou.

Na sequência, o secretário disse que preferiu não aprofundar determinados episódios por receio de se exaltar ainda mais.

“Eu sou muito nervoso. Tem coisas que eu quero falar, mas não vou falar. Isso vai me enfartar. São coisas que aconteceram e que todo mundo sabe”, declarou.

Além das referências ao VLT, Padeiro ampliou o discurso para críticas sobre a administração dos recursos públicos e defendeu mudanças no cenário político nacional.

“O Brasil precisa mudar. Precisa mudar emenda Pix, orçamento secreto. Todo dia a gente abre o jornal e vê alguma coisa. O dinheiro público precisa ser respeitado”, disse.

Após solicitar licença para deixar a audiência, o secretário informou que a equipe técnica e a assessoria jurídica da Sinfra permaneceriam na sessão para responder aos questionamentos dos parlamentares sobre o cronograma e a execução das obras do BRT.

Leia Também:  Deputado Valdir Barranco recebe título de 'Cidadão Comodorense'

O presidente da audiência, deputado estadual Lúdio Cabral (PT), afirmou compreender o estado emocional do secretário e autorizou sua saída, permitindo que os demais representantes da pasta dessem continuidade aos esclarecimentos.

Durante a abertura da audiência, Marcelo Padeiro também havia mencionado o histórico de irregularidades envolvendo o antigo projeto do VLT, citando a gestão do ex-governador Silval Barbosa. O atual sistema BRT foi adotado posteriormente pela gestão do então governador Mauro Mendes, mas os atrasos na execução das obras seguem sendo alvo de cobranças e motivaram a convocação da audiência pública na Assembleia Legislativa.

Fonte: Muvuca popular

Veja o video

Propaganda

POLÍTICA MT

Sinfra prevê concluir obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande até dezembro de 2026

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, e a equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informaram, nesta segunda-feira (13), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que as obras do BRT no trecho entre a Avenida do CPA, em Cuiabá, e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, devem ser concluídas até o fim de dezembro de 2026.

Durante a apresentação, os representantes detalharam as alterações no projeto das 77 estações, o cronograma de execução das obras, a futura implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, a aquisição de ônibus elétricos e as medidas adotadas pelo Governo do Estado após a rescisão do contrato com a primeira empresa responsável pela execução do empreendimento.

Antes de deixar a audiência pública, Marcelo Oliveira afirmou que a venda dos trens e o leilão dos materiais remanescentes do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) devem gerar mais de R$ 1 bilhão em recursos para os cofres públicos. O secretário também rebateu críticas à execução das obras do novo sistema de transporte e destacou que a equipe precisou enfrentar desafios decorrentes do crescimento populacional e do aumento da frota de veículos entre 2012 e 2024.

Segundo Oliveira, a primeira empresa contratada para executar o projeto não conseguiu cumprir as obrigações previstas em contrato, o que levou o Governo do Estado a rescindir o acordo, aplicar penalidades e reformular o modelo de execução das obras. Ele acrescentou que, durante a execução dos trabalhos em Várzea Grande, a gestão municipal da época também impôs dificuldades que, segundo ele, comprometeram o andamento do empreendimento.

Leia Também:  Prioridade na fila da habitação para filhos órfãos, vítimas de feminicídio, é aprovada na ALMT

Sobre a implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Isac Nascimento, informou que a licitação ainda não foi lançada e, por isso, não há recursos empenhados para a execução da obra. Segundo ele, os trabalhos nesse trecho devem começar apenas no próximo ano. Nascimento também confirmou que o processo de aquisição dos ônibus elétricos segue em tramitação interna na Sinfra.

O trecho do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande terá 15 quilômetros de extensão, enquanto o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa contará com aproximadamente sete quilômetros. Isac Nascimento afirmou ainda que o projeto das 77 estações passou por uma reformulação para oferecer mais qualidade, segurança e durabilidade aos usuários. No trecho entre Cuiabá e Várzea Grande, serão utilizados 25 ônibus elétricos para atender a população.

Questionado sobre o processo licitatório para a continuidade das obras, Nascimento explicou que o Estado identificou a necessidade de aprimorar o projeto original, substituindo itens inicialmente previstos, como o sistema convencional de ar-condicionado, que será trocado por equipamentos industriais. O novo projeto também prevê a instalação de vidros antivandalismo e outras melhorias estruturais nas estações.

Leia Também:  Cáceres sedia audiência e autoridades discutem aplicação de recursos do BID Pantanal

O secretário-adjunto informou que o cronograma inicial do Lote 1 das obras do BRT, correspondente ao primeiro corredor estrutural de transporte coletivo entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA, em Cuiabá, previa a conclusão dos serviços em seis meses, com a abertura simultânea de sete frentes de trabalho no trecho entre o Viaduto da Sefaz e a Ponte Júlio Müller.

No entanto, segundo ele, a estratégia precisou ser revista após a abertura da primeira frente de obras, quando os impactos no trânsito provocaram reclamações da população e repercussão na imprensa. De acordo com Nascimento, caso todas as frentes fossem abertas ao mesmo tempo, conforme o planejamento inicial, haveria risco de colapso na mobilidade urbana de Cuiabá, o que exigiu a revisão do cronograma de execução.

“A execução da obra passou a ser conduzida de forma gradual, em alinhamento permanente com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), responsável pela gestão do trânsito na capital. As intervenções são planejadas em conjunto para definir quais trechos podem ser interditados, considerando também outras obras em andamento na cidade, como as executadas pela concessionária de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, explicou o secretário-adjunto da Sinfra.

Fonte: ALMT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA