POLÍTICA NACIONAL

CAS aprova ‘Março Borgonha’ para conscientizar sobre mieloma múltiplo

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (1º) proposta da Câmara dos Deputados que institui a campanha Março Borgonha, voltada à prevenção e à conscientização sobre o mieloma múltiplo. O texto segue para o Plenário.

PL 2.364/2021, do deputado Alex Manente (Cidadania-SP), estabelece que a campanha será realizada anualmente em março, com ações de conscientização promovidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta também prevê a cooperação com entidades civis, instituições de ensino e conselhos profissionais para divulgação de informações sobre sintomas, diagnóstico e tratamento da doença.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta a medula óssea e compromete células responsáveis pela defesa do organismo. A doença pode causar lesões ósseas, anemia, problemas renais e aumento do cálcio no sangue, entre outras complicações.

O nome da campanha faz referência à cor borgonha, associada ao sangue. Segundo dados apresentados na proposta, o Brasil registra taxa estimada de 1,24 caso por 100 mil habitantes, além de cerca de 41 mil atendimentos no sistema público desde 2013.

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A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), relatora da matéria, destacou a importância da iniciativa para o diagnóstico precoce da doença.

— A medida é adequada para ampliar o conhecimento sobre a doença, favorecer o diagnóstico e contribuir para melhores desfechos clínicos — afirmou.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também ressaltou a importância de campanhas de conscientização.

— Esses meses de campanha são importantes porque muitas pessoas não conhecem a doença, e a iniciativa pode estimular ações em escolas, no trabalho e no Senado — disse.

A comissão aprovou ainda requerimento do senador Flávio Arns (PSB-PR) para realização de audiência pública sobre o papel das instituições filantrópicas no país (REQ 79/2026 – CAS). O encontro, ainda sem data marcada, deverá apresentar pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encomendada pelo Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif).

De acordo com o senador, as instituições filantrópicas desempenham papel estratégico no Brasil ao complementar a atuação do Estado e contribuir para a redução das desigualdades sociais.

— Frequentemente, atendem populações em situação de vulnerabilidade, como crianças, idosos, pessoas com deficiência, população em situação de rua e famílias de baixa renda, por meio de programas de capacitação profissional, acolhimento, alimentação e apoio psicossocial, contribuem para a inclusão social e para a promoção da cidadania.

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Entre os convidados sugeridos pelo senador, estão os representantes do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas, da Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas e da Associação dos Hospitais Filantrópicos Privados. Também devem participar os representantes da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas e da Associação Nacional de Educação Católica no Brasil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Hospitais deverão adotar medidas de prevenção ao tromboembolismo venoso

Hospitais públicos e privados e demais unidades de saúde com serviços de internação deverão manter uma estrutura voltada à prevenção do tromboembolismo venoso (TEV). A medida está prevista na Lei 15.448, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (1º). A norma entra em vigor em 180 dias.

Os estabelecimentos de saúde deverão implantar rotinas para avaliar, de forma sistemática, o risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar em todos os pacientes internados, além de adotar medidas preventivas conforme as diretrizes médicas para cada caso. As ações poderão ser executadas pelos Núcleos de Segurança do Paciente (NSPs), onde houver.

A lei tem origem no Projeto de Lei (PL) 2.940/2023, da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB). Ao apresentar a proposta, a parlamentar destacou que a adoção de protocolos permanentes de avaliação e prevenção pode reduzir complicações, o tempo de internação, o risco de morte e os custos do tratamento.

TEV

O tromboembolismo venoso (TEV) ocorre quando um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas, e se desloca até o pulmão, onde pode obstruir uma artéria e interromper a circulação sanguínea. O problema pode ser favorecido por fatores como imobilidade prolongada, cirurgias e outras situações que aumentam o risco de trombose.

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Estudos indicam que cerca de 60% dos episódios de TEV estão relacionados à hospitalização, correspondendo a cerca de 10 milhões de casos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença também está entre as principais causas de morte evitável em pacientes hospitalizados.

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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