Brasil a Pátria em Chuteiras

Poucos momentos fazem o Brasil se reconhecer como uma única nação e um só povo tanto quanto a Copa do Mundo e o Carnaval por Suelme Fernandes

Em ano eleitoral, essa percepção soa menos como exagero e mais como uma provocação necessária.

A esquerda e a direita se entrincheiram. Famílias se dividem, amizades se desgastam e o debate público, muitas vezes, transforma adversários em inimigos.

Mas basta a seleção entrar em campo.

E algo extraordinário acontece.

Por noventa minutos, estabelece-se um armistício. O empresário abraça o operário no pátio da empresa na hora do gol. O conservador comemora com o progressista. O Sul vibra com o Nordeste, num só coração.

O gol transforma-se em êxtase. Em catarse coletiva. Por alguns instantes, parece que só ele pode nos salvar.

A camisa da seleção volta a ser apenas a camisa do Brasil.

Não por acaso, o futebol foi incorporado aos projetos de construção da identidade nacional.

Sob Getúlio Vargas, nas décadas de 1930 e 1940, o rádio transformou a seleção em símbolo de unidade. Décadas depois, durante o regime militar, a Copa de 1970 foi associada ao discurso oficial de um país vencedor. Milhões cantavam: “Noventa milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração…”, numa das mais fortes associações entre futebol e política da história brasileira.

Nenhum governo criou a paixão pelo futebol.

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Mas todos compreenderam seu poder.

Essa percepção ganhou profundidade na obra Carnavais, Malandros e Heróis, do antropólogo Roberto DaMatta. Para ele, o futebol e o carnaval são rituais capazes de suspender temporariamente as divisões sociais e fazer o Brasil experimentar algo raro: a sensação de ser uma comunidade.

Nem mesmo a polarização recente conseguiu destruir completamente esse sentimento.

Na Copa de 2022, pela primeira vez em décadas, a camisa canarinho foi alvo de disputa política. Muitos passaram a enxergá-la não apenas como símbolo esportivo, mas também ideológico. Houve discussões, desconfortos e a sensação de que a velha unanimidade estava ameaçada.

Mas ela não desapareceu.

Quando a bola rolou, milhões de brasileiros continuaram sofrendo, vibrando e chorando juntos.

E é justamente aí que reside o paradoxo.

Se somos capazes de nos unir diante de uma bola rolando, por que fracassamos em fazê-lo diante dos problemas reais?

O Brasil não desconhece a união.

Ele a experimenta repetidas vezes.

Talvez tenha sido isso que Nelson Rodrigues enxergou ao chamar a seleção de A Pátria em Chuteiras. O brasileiro não assistia apenas a um jogo; procurava nele uma redenção. A pátria veste chuteiras, entra em campo e nos faz acreditar, mais uma vez, que somos um só povo.

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O Brasil sabe ser uma nação. A tragédia é que ainda não aprendeu a permanecer sendo depois do apito final.

Suelme Fernandes Historiador do IHGMT e presidente da EMPAER MT

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Biomagnetismo Medicinal: Quando o Cuidado Vai Além do Tratamento

Em uma sociedade cada vez mais acelerada, onde ansiedade, medo e insegurança fazem parte da rotina de milhões de pessoas, cresce a busca por terapias integrativas que ofereçam não apenas tratamento físico, mas também acolhimento emocional. Nesse contexto, o biomagnetismo medicinal tem conquistado espaço e despertado o interesse de quem procura qualidade de vida e bem-estar.

O relato de pacientes que passaram pela experiência demonstra que, muitas vezes, os benefícios vão além dos resultados clínicos. A sensação de serenidade, o alívio da ansiedade e a capacidade de enfrentar momentos difíceis com mais equilíbrio emocional são aspectos frequentemente mencionados por aqueles que recorreram à terapia.

A medicina tradicional possui papel fundamental e insubstituível no diagnóstico e tratamento de doenças. Entretanto, terapias complementares têm mostrado que podem atuar como aliadas importantes no processo de recuperação, contribuindo para o fortalecimento emocional e para uma melhor resposta do organismo diante dos desafios impostos por tratamentos médicos e cirurgias.

O depoimento apresentado revela exatamente essa dimensão humana do cuidado. Mais do que uma técnica, o biomagnetismo aparece como um instrumento de apoio, proporcionando confiança, tranquilidade e esperança em um momento de fragilidade. Para quem vive situações de incerteza, sentir-se acolhido e compreendido pode representar uma diferença significativa na forma de enfrentar os desafios.

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Independentemente das discussões científicas que cercam as terapias integrativas, é inegável que o bem-estar emocional influencia diretamente a qualidade de vida. Quando uma pessoa relata ter recuperado a tranquilidade para dormir, reduzido suas preocupações e encontrado serenidade para enfrentar uma cirurgia, estamos diante de um aspecto que merece reflexão.

Talvez a principal lição seja que a saúde não deve ser vista apenas
pela ótica do corpo, mas também da mente e das emoções. O cuidado integral, quando exercido com responsabilidade, ética e respeito ao paciente, pode transformar experiências difíceis em jornadas de superação, renovando a confiança na vida e fortalecendo a esperança de dias melhores.

Waney Maria Faganello
Especialista em Biomagnetismo Medicinal
65 99625-6004

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