GUERRA NA FEDERAÇÃO
Família Campos admite guerra e diz que Mauro está “na pica do Saci”
Grupo político reage à composição da União Progressista, ameaça endurecer disputa interna e afirma ter maioria para barrar homologações dentro do União Brasil
A crise interna na recém-criada Federação União Progressista ganhou contornos de guerra política em Mato Grosso após duras declarações do deputado estadual Júlio Campos (UB), que afirmou que o governador Mauro Mendes (UB) está “na pica do Saci” dentro da disputa pelo controle da federação.
O parlamentar, uma das principais lideranças da tradicional família Campos, subiu o tom ao comentar a composição do diretório estadual da federação, oficializada com Mauro Mendes na presidência da executiva estadual e o ex-senador Cidinho Santos (PP) na vice-presidência.
Segundo Júlio Campos, o grupo político liderado pelo senador Jayme Campos (UB) foi surpreendido pela formação da comissão provisória e considera que acordos firmados anteriormente em Brasília não foram respeitados pelas cúpulas nacionais do União Brasil e do Progressistas.
“O Mauro também está na pica do Saci porque ele precisa do nosso apoio. Dos 53 votantes, eles têm 20 e nós temos 33 votos. Sem o nosso grupo não existe homologação”, disparou o deputado durante entrevista à Rádio Cultura FM.
A declaração foi interpretada nos bastidores como um recado direto ao Palácio Paiaguás e ao núcleo político do deputado federal Fábio Garcia (UB), apontado como um dos principais articuladores da nova composição partidária em Mato Grosso.
Júlio Campos afirmou ainda que o grupo político da família Campos “vai para a guerra” diante do que classificou como desrespeito político dentro da federação. O deputado reclamou principalmente da exclusão de aliados históricos da executiva estadual, entre eles o ex-senador Nilson Leitão, que sequer apareceu entre os suplentes da composição.
A tensão aumentou após Mauro Mendes assumir oficialmente o comando estadual da União Progressista, colegiado que também reúne nomes como Margareth Buzetti, Dilmar Dal Bosco, Fábio Garcia e Aécio Rodrigues.
Nos bastidores, aliados de Jayme Campos avaliam que a nova estrutura enfraquece o projeto político do senador ao Governo do Estado em 2026 e amplia o domínio do grupo ligado ao governador dentro da federação.
Apesar do discurso duro, Júlio Campos deixou claro que ainda existe espaço para negociações. No entanto, avisou que a família Campos pretende usar o peso político e a maioria interna dentro do União Brasil para pressionar por participação nas futuras decisões eleitorais.
A crise expõe rachaduras dentro da base governista e mostra que a disputa pelos espaços de poder para as eleições de 2026 já começou oficialmente nos bastidores da política mato-grossense.
POLICIAL
Com mandado de prisão em aberto, ex-deputado Daltinho não é localizado há mais de um mês
Ex-parlamentar de Mato Grosso é acusado de acumular dívida de R$ 140 mil em pensão alimentícia e segue sendo procurado após decisão da Justiça do Tocantins
Mais de um mês após ter a prisão civil decretada pela Justiça do Tocantins, o ex-deputado estadual por Mato Grosso Adalto de Freitas Filho, conhecido como Daltinho, ainda não foi localizado pelas autoridades policiais.
De acordo com informações registradas no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), o mandado de prisão segue em aberto desde o dia 17 de abril de 2026, data em que a ordem judicial foi expedida.
Daltinho é acusado de acumular uma dívida de aproximadamente R$ 140 mil em pensão alimentícia destinada à filha adolescente e à ex-esposa.
Segundo documentos oficiais, o ex-deputado possui domicílio em Barra do Garças, cidade localizada na divisa entre Mato Grosso e Goiás, mas até o momento não foi encontrado para o cumprimento da decisão judicial.
O caso ganhou repercussão após a revelação de que a prisão civil do ex-parlamentar já havia sido decretada há mais de um mês sem que houvesse localização do investigado pelas forças policiais.
Nos bastidores jurídicos, a situação chama atenção pelo longo período em que o mandado permanece em aberto, além do valor elevado da dívida apontada no processo.
A prisão civil por inadimplência de pensão alimentícia é prevista na legislação brasileira como medida coercitiva para obrigar o pagamento da obrigação judicial.
O caso envolvendo o ex-deputado deve continuar sendo acompanhado pelas autoridades enquanto a ordem de prisão permanecer válida e sem cumprimento.
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