CUIABÁ

Prefeitura revitaliza Praça da República com apoio financeiro da Câmara de Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá recebeu R$ 1 milhão devolvido pela Câmara Municipal de Cuiabá para auxiliar nas obras de revitalização da Praça da República, na região central da capital. O valor é referente à devolução de parte do duodécimo do Legislativo municipal.

O anúncio foi feito pelo prefeito Abilio Brunini durante coletiva de imprensa. Segundo ele, a iniciativa partiu da presidente da Câmara, Paula Calil, em conjunto com os vereadores, como forma de ajudar a prefeitura na recuperação de espaços públicos.

“Os vereadores devolveram R$ 1 milhão para o município para ajudar a resolver os problemas da Praça da República. É um recurso importante para reformar a calçada e melhorar aquele espaço”, afirmou o prefeito.

O prefeito também destacou que considera a medida um gesto histórico de parceria entre os poderes. Segundo ele, é a primeira vez que acompanha uma devolução de recursos do duodécimo da Câmara destinada diretamente para auxiliar uma obra da prefeitura.

“A devolução desse recurso demonstra o compromisso da Câmara Municipal de Cuiabá com a população cuiabana. Nosso objetivo é contribuir diretamente para a revitalização da Praça da República, devolvendo dignidade, segurança e um espaço de convivência mais acolhedor para as famílias da nossa capital”, afirmou a presidente da Câmara Municipal, vereadora Paula Calil.

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O recurso já foi repassado à conta do município e será utilizado nas intervenções previstas para a revitalização da praça, dentro do projeto de recuperação do Centro Histórico de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Base e oposição protocolam CPIs para investigar suposto rombo de R$ 80 milhões na Educação de Cuiabá

Câmara Municipal recebe dois pedidos de CPI após denúncias de irregularidades em contratos de livros, materiais didáticos e compras da Secretaria de Educação

A crise envolvendo a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá ganhou novos desdobramentos políticos nesta quinta-feira (28) após vereadores da base aliada e da oposição protocolarem pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto rombo de R$ 80 milhões denunciado pelo prefeito Abilio Brunini (PL).

Os requerimentos foram apresentados um dia após a gestão municipal revelar suspeitas de irregularidades em contratos ligados à compra de materiais didáticos, livros e outros insumos pedagógicos durante a administração do ex-secretário Amauri Monge.

O primeiro pedido foi protocolado pelo vereador Demilson Nogueira (PP), integrante da base do prefeito. Poucos minutos depois, a vereadora Maysa Leão (Republicanos), da oposição, também apresentou um requerimento próprio para investigação dos contratos da Educação.

Os dois pedidos ultrapassaram o número mínimo de assinaturas necessárias para instalação da CPI, aumentando ainda mais a pressão política sobre a Prefeitura e sobre ex-integrantes da Secretaria Municipal de Educação.

No requerimento apresentado por Demilson, o parlamentar pede a instauração da chamada “CPI da Educação” por um período inicial de 120 dias, com objetivo de investigar possíveis irregularidades, fraudes, sobrepreços, direcionamentos contratuais e danos ao erário envolvendo contratos administrativos, licitações, adesões a atas e compras de materiais pedagógicos.

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O documento também cita denúncias envolvendo livros produzidos com uso de inteligência artificial e comercializados por cerca de R$ 800 a unidade, situação que, segundo o vereador, pode indicar desperdício de recursos públicos e eventual superfaturamento.

Já o pedido protocolado pela vereadora Maysa Leão amplia o escopo da investigação e busca apurar contratos, aquisições, reformas, fornecimentos e prestações de serviços vinculados à Secretaria Municipal de Educação entre os anos de 2021 e 2026.

A oposição também quer investigar denúncias relacionadas à precariedade das escolas municipais, atraso na entrega de uniformes, ausência de climatização adequada nas unidades de ensino e possíveis incompatibilidades entre os valores contratados e a estrutura encontrada nas escolas da Capital.

Nos bastidores, a abertura simultânea de pedidos de CPI por vereadores da base e da oposição foi interpretada como um sinal de que o escândalo da Educação ultrapassou barreiras partidárias e passou a gerar preocupação generalizada dentro da Câmara Municipal.

A crise teve início após o prefeito Abilio Brunini afirmar que a própria gestão identificou indícios de ilegalidades na Secretaria de Educação e que uma investigação interna já vinha sendo conduzida há cerca de 90 dias.

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Com a oficialização dos pedidos de CPI, a tendência é de que o caso se transforme em uma das maiores crises políticas da atual legislatura, ampliando o desgaste da gestão municipal e elevando a pressão por responsabilizações administrativas e políticas nos próximos meses.

Fonte: olhar direto

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